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Sindicato Nacional da Polícia insiste num suplemento de risco igual para todos

Agente da PSP foi esta sexta-feira esfaqueado dentro de um esquadra, em Leiria.

17 de abril de 2026 às 18:35

O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) insistiu esta sexta-feira na implementação de um suplemento de risco igual para todos os polícias, depois de um agente ter sido esta manhã esfaqueado dentro da esquadra de Marrazes, no concelho de Leiria.

"Este episódio grave, ocorrido em pleno local de trabalho e numa infraestrutura policial, evidencia de forma clara e inequívoca aquilo que o SINAPOL tem vindo a afirmar há muito tempo, que a profissão policial é, por natureza, uma profissão de elevado risco permanente e imprevisível", frisou a estrutura sindical, em comunicado enviado à agência Lusa.

Salientando que é urgente reconhecer, "de forma efetiva a especificidade e perigosidade da profissão policial", o sindicato insistiu na criação e implementação de um suplemento de risco digno, justo e igual para todos os polícias em Portugal, independentemente de onde trabalham ou categoria hierárquica que possuem".

Para o SINAPOL, "não é aceitável que, perante sucessivos episódios de violência contra agentes das forças de segurança, continue a existir desigualdade e insuficiência na compensação atribuída pelo risco assumido".

"A proteção daqueles que protegem deve ser uma prioridade do Estado", sublinhou a estrutura sindical, referindo que o suplemento de risco deve refletir "verdadeiramente as exigências e os riscos inerentes à missão que [os agentes] desempenham diariamente ao serviço da população".

Um agente da PSP, de 57 anos, foi esta sexta-feira esfaqueado no interior da esquadra de Marrazes, no concelho de Leiria, e está em observações no Hospital de Leiria, confirmou à agência Lusa fonte do comando distrital.

A mesma fonte detalhou que o polícia foi agredido por um jovem de 19 anos com vários golpes de uma arma branca, cerca das 11h00, desconhecendo-se as motivações do ataque.

O agente sofreu vários golpes em diversas zonas do corpo, inclusive no pescoço, e foi conduzido ao Hospital de Leiria.

O agressor foi detido já no exterior da esquadra de Marrazes por outros agentes que se encontravam no seu interior, tendo depois o caso passado para a alçada da Polícia Judiciária.

Uma outra fonte policial disse à agência Lusa que o jovem agressor sofre de perturbações mentais e já tinha, anteriormente, no período noturno, apedrejado aquelas instalações policiais.

De acordo com a fonte, no dia de quinta-feira o detido terá ligado para a esquadra mais de uma dúzia de vezes a injuriar os agentes.

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