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Sindicato vai queixar-se ao MAI da atuação da PSP em protesto no Ministério da Saúde

Protesto pretendia exigir respostas à ministra Marta Temido sobre a aplicação do contrato coletivo para os trabalhadores.

26 de setembro de 2019 às 16:59

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais vai queixar-se ao Ministério da Administração Interna da forma como a polícia retirou esta quinta-feira trabalhadores da entrada do Ministério da Saúde.

Sebastião Santana, dirigente sindical, considerou um abuso a "forma desproporcionada" como os elementos da PSP forçaram trabalhadores que faziam um protesto no átrio do Ministério da Saúde em Lisboa a saírem das instalações.

Em declarações à agência Lusa, Sebastião Santana indicou ainda que a atuação da polícia decorria num momento em que o dirigente sindical era recebido por representantes do Ministério da Saúde.

Os trabalhadores, que pelas 15:00 invadiram sem aviso prévio a entrada do Ministério da Saúde, desmobilizaram o protesto pouco depois das 16:00.

Cerca de meia dúzia de agentes da PSP chegaram pelas 15:30 ao Ministério da Saúde, em Lisboa, onde desde as 15:00 se encontravam concentrados mais de 30 trabalhadores, começando a retirar um a um os funcionários em protesto.

Perante a resistência de alguns trabalhadores que se recusaram a abandonar o átrio do edifício, a polícia decidiu forçá-los a sair. Os trabalhadores mantiveram-se, contudo, concentrados nas escadas exteriores de acesso ao Ministério.

O protesto desta quinta-feira pretende exigir respostas à ministra Marta Temido sobre a aplicação do contrato coletivo para os trabalhadores dos hospitais EPE das carreiras gerais, como assistentes, auxiliares e administrativos.

Pelas 15:00, o grupo de mais de 30 funcionários entrou no ministério, gritando palavras de ordem como "ministra escuta trabalhadores estão em luta" e exibindo cartazes com frases como: "fartos de esperar" ou "Exigimos respostas".

Segundo Sebastião Santana, os sindicatos e as entidades empregadoras (hospitais) chegaram a acordo quanto à contagem do tempo de serviço para funcionários administrativos e técnicos superiores, mas falta a tutela validar este acordo.

A federação contesta ainda que tenham ficado de fora da última passagem às 35 horas os funcionários do Hospital de Braga, que, entretanto, foi revertido de PPP (parceria público-privada) a EPE (entidade pública empresarial).

De acordo com Sebastião Santana, por via destas duas questões reclamadas, há trabalhadores no Hospital de Braga a ganhar 519 euros por mês, muito abaixo "dos 635 de mínimo para a administração pública".

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