Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Antigo primeiro-ministro disse na RTP que não tinha relação qualquer com Ricardo Salgado, mas jantou na moradia em abril de 2014.
1 / 3
José Sócrates disse na entrevista dada à RTP, já após a dedução da acusação, que não tinha relação com Ricardo Salgado. Não são pessoas próximas, não faz parte do seu grupo de amigos, não é visita de sua casa e nem frequentam sequer os mesmos espaços. Uma mensagem junta ao processo Marquês prova, no entanto, precisamente o contrário. "Amanhã jantar às 20h30 na casa do Dr. Ricardo Salgado, rua Pedra da Nau, 141, Cascais. Também vai Henrique Granadeiro", dizia um SMS da secretária Maria João para José Sócrates.
A mensagem foi enviada a 21 de abril de 2014, quando se vivia a crise no BES e confrontada com ela, a secretária Maria João Santos não negou, disse apenas "não ter ideia" desse jantar. Acrescentou ainda que, apesar de não ter memória, "acredita" ter feito essa marcação.
Maria João explicou, num depoimento prestado a 26 de janeiro deste ano, que era normal marcar almoços e jantares para o antigo primeiro-ministro. Em relação ao antigo presidente do BES, a secretária disse que "quase não tem ideia", de marcar jantares. Acrescentou, no entanto, que não quer dizer que não tenham acontecido, apenas não se recorda. Já em relação a Henrique Granadeiro, ex-presidente da PT, Maria João tem as lembranças mais vivas. Admite que agendou encontros, até porque Sócrates tinha "mais relação" com Granadeiro.
Maria João foi ainda confrontada com o dinheiro que recebia de Sócrates. A acusação diz que a secretária tinha um salário de 2 mil euros, mas aquela nega. Maria João, que oficialmente trabalhava para o PS, diz que apenas "colaborava" com o antigo primeiro-ministro, diz que Sócrates apenas a ajudava quando tinha dificuldades. Referiu aliás que o patrão lhe emprestou 5 mil euros, dinheiro que à data do depoimento ainda lhe devia. Garantiu que lhe vai pagar "euro por euro".
A secretária foi ainda questionada sobre os motivos que levaram a que a sua filha e o marido comprassem num só dia 65 livros de Sócrates, intitulados ‘A Confiança no Mundo’. Gastaram mais de mil euros e passaram as faturas em nome de Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, e de Olímpia Viseu, ex-mulher do motorista João Perna. Maria João disse que não tinha conhecimento destas compras, mas acrescentou que o marido e a filha "não cometeram qualquer crime".
Câncio apresentou Henrique Granadeiro ao namorado
Granadeiro explicou ainda que manteve com Salgado uma amizade ao longo dos anos, que se estreitou quando assumiu as funções na PT.
Salgado pede que Zeinal Bava dê luz verde à mudança de nome do MEO Arena
Em 2012, aquando da elaboração da proposta por consórcio que integrava o BES para a compra do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, Ricardo Salgado recebeu vários telefonemas a alertá-lo da importância do contrato de patrocínio com a PT para a denominação futura do pavilhão como MEO Arena.
Segundo a acusação, Salgado ligou a Zeinal Bava, então gestor da PT, a pedir luz verde ao contrato. Bava outorgou o contrato, só do nome, por um milhão de euros, por ser uma "decisão importante para o BES".
Balsemão pediu que Salgado desbloqueasse negócio da SIC
No âmbito dessa negociação, a 20 de dezembro de 2011, Ricardo Salgado recebe um telefonema de Pinto Balsemão, que "estaria aflitíssimo e lhe solicitou os bons ofícios para desbloquear a negociação entre a Impresa e a PT". Segundo a acusação do Marquês, depois de informado, Zeinal Bava acatou a ordem do ex-líder do BES para que "avançasse para fechar o negócio". Mais uma vez, era Ricardo Salgado quem comandava as decisões cruciais da PT, através dos seus administradores.
Ainda nessa ocasião, Salgado deu instruções para que Bava "fizesse alguma coisa" em relação ao concurso lançado para a construção do ‘data center’ da PT na Covilhã.
A Opway, empresa do Espírito Santo (GES) que agregava empresas das áreas da construção, imobiliário e indústria, estava na corrida. Sem mais demoras, Zeinal Bava "respondeu-lhe que assim o faria". De facto, viria a ser a Opway a empresa escolhida para a construção do edifício da Portugal Telecom na Covilhã.
PORMENORES
Conheceram-se em 1994
Maria João explicou no processo que conheceu Sócrates em 1994 e que chegou a ser a sua secretária oficial quando este foi primeiro-ministro, entre os anos de 2006 e 2011.
Pagava despesas
A secretária admitiu no processo Marquês que pagava as despesas de Sócrates através da sua conta bancária, nomeadamente os impostos do antigo primeiro-ministro.
Ajudou nos lançamentos
Nos lançamentos do seu livro quer em Lisboa, quer no Porto, Sócrates contou com a ajuda de Maria João. Pagou-lhe todas as despesas que teve com viagens e também com hotéis.
Confrontada com escutas
Durante o seu depoimento, Maria João foi confrontada com diversas escutas telefónicas onde pedia dinheiro a José Sócrates. Pedia para que este lembrasse o motorista de fazer as "entregas".
Pagava despesas
A secretária admitiu no processo Marquês que pagava as despesas de Sócrates através da sua conta bancária, nomeadamente os impostos do antigo primeiro-ministro.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.