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Correio da Manhã

Portugal
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Somos viciados em sexo

Cinco por cento da população portuguesa é viciada em sexo. Quando comparado com o álcool, as drogas ou o jogo, pode pensar-se que não será um vício assim tão mau. No entanto, os especialistas alertam que as pessoas atacadas pela chamada adição sexual, facilmente adoptam outros vícios, revelam baixos índices de auto-estima e muitas vezes o seu comportamento leva-as a perder o emprego.
11 de Março de 2005 às 00:00
O vício tem consequências desastrosas, como a perda de emprego
O vício tem consequências desastrosas, como a perda de emprego FOTO: d.r.
O assunto esteve em debate ontem no fórum ‘E Tudo Começa Assim’, a decorrer em Lisboa. O psicólogo Santinho Martins, do Hospital Júlio de Matos, revelou que cerca de 500 mil portugueses sofrem de algum tipo de dependência sexual, a maioria dos quais homens entre os 20 e os 30 anos. O especialista lembrou as consequências “desastrosas” que este tipo de perturbação pode trazer para a vida destas pessoas que “chegam a perder o emprego, negligenciam a alimentação e registam baixos níveis de auto-estima”. Alertou ainda que, quem sofre de adição sexual, facilmente adopta outros vícios.
O ciúme patológico foi outro dos temas em debate neste fórum. A psicóloga Ana Cardoso Oliveira, da Associação Lavoisier, lembrou que amar demais também pode ser uma doença. O ciúme patológico, explicou, “é uma doença do foro da esquizofrenia” e essa relação de dependência, ao contrário do que se possa pensar, não ocorre somente entre casais, mas também entre pais e filhos ou até entre amigos. O fórum prossegue hoje com o debate de problemas relacionados com o consumo excessivo de álcool, o jogo e os distúrbios alimentares.
OUTROS VÍCIOS
ÁLCOOL
Um dos maiores vícios dos portugueses é, sem dúvida, o álcool. Estima-se que em Portugal existam um milhão de bebedores excessivos e 500 mil dependentes. Estamos entre os primeiros consumidores per capita da Europa.
TABACO
O tabaco é outro vício que 19 por cento dos portugueses não dispensa. Uma percentagem elevada, mas ainda assim bastante baixa quando comparada, por exemplo, com a vizinha Espanha, onde a taxa de fumadores chega aos 36 por cento. Convém, no entanto, referir que 16 por cento dos fumadores nacionais são jovens.
DROGA
O último estudo sobre o uso de drogas em Portugal, envolvendo 15 mil pessoas, revelou que 7,8 por cento dos inquiridos já tinha experimentado uma droga ilegal. A substância mais referida foi a canábis.
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