“Sou ameaçado todos os dias”

Eu nem o vi a sacar da faca, só senti uma coisa fria a espetar na barriga", conta Rui Abrantes, 32 anos, vigilante numa empresa de segurança e pai de dois filhos menores, que ontem de manhã foi esfaqueado três vezes na estação do Metro Sul do Tejo (MST) do Pragal, Almada. Foi assistido no Hospital Garcia de Orta . Teve alta a meio da manhã.
31.03.12
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“Sou ameaçado todos os dias”
Rui Abrantes foi esfaqueado enquanto trabalhava Foto Helena Poncini

"Por sorte não foi mais grave, mas eu e os meus colegas somos ameaçados todos os dias com armas de fogo, bastões e até cadeados e correntes", lamenta Rui Abrantes.

"Isto é uma selva e não temos ninguém que se preocupe. Corremos risco de vida todos os dia. Somos ameaçados na nossa sala dentro da estação", contam vários colegas de Rui Abrantes.

Um deles foi agredido há cerca de dois anos por 15 elementos do gang de Sandro Bala – ‘o rei da Margem Sul’ – que entretanto fugiu para o Brasil, mas deverá ser julgado à revelia. Mas todos já foram agredidos.

Ontem "foi a gota de água", porque quem me agrediu anda todos os dias no metro sem pagar", revela Rui Abrantes.

Desde há cerca de dois anos e meio que o MST deixou de ter funcionários próprios para fazerem a fiscalização dos títulos de transporte dentro e fora das carruagens.

Esse trabalho é agora feito por funcionários de uma empresa de segurança.

"Vínhamos para acompanhar a fiscalização e acabamos por fazer segurança e fiscalização em equipas de duas pessoas" o que, dizem os vigilantes, é ilegal.

"O Metro Sul do Tejo atravessa todo o concelho de Almada. Eles vêm aos bandos e quando entram nas carruagens mandam sair toda a gente. Dizem que ‘quem manda aqui somos nós’", afirmam os colegas de Rui Abrantes.

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