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Superjuiz ordena cadeia para ‘Bala’

Um ano depois de a ‘Máfia brasileira’ ter sido desmantelada pelo DIAP, até agora ninguém procurava o cabecilha. Vive tranquilamente em São Paulo

03 de janeiro de 2011 às 00:30

Sandro Lima, mais conhecido por Sandro ‘Bala’, instrutor de Jiu Jitsu que liderou a ‘Máfia brasileira’, governando pelo terror a noite da Margem Sul e de Lisboa, é finalmente procurado, desde que no último mês o juiz Carlos Alexandre assinou mandados de captura europeu e internacional. Há quase um ano que os seus cúmplices foram presos – mas o "mestre" não era até agora procurado. Vive em São Paulo, Brasil, para onde escapou, e deve por lá continuar. O Brasil não extradita os seus cidadãos.

Juiz titular do Tribunal Central de Instrução Criminal, onde decorreu o debate instrutório do processo, Carlos Alexandre deixou quase intacta a acusação do DIAP de Lisboa contra 26 arguidos. Assim, 25 pessoas – entre elas Sandro ‘Bala’ e Wanderley Silva, também foragido no Brasil – e a empresa de segurança Olho Vivo serão julgadas na 5ª Vara Criminal por um total de 109 crimes, como associação criminosa, homicídio, sequestro ou extorsão. Renato Barroso será o juiz-presidente.

O julgamento, no entanto, deverá decorrer sem o cabecilha do grupo. Sandro ‘Bala’ saiu de Portugal há cerca de um ano, depois de ter sabido que o irmão, Júlio Pudim, tinha ficado paraplégico numa tentativa de assalto em São Paulo. Sandro partiu para o Brasil – e um mês depois, em Fevereiro, GNR e PSP prendiam a maioria dos cúmplices, em Lisboa e Margem Sul.

Acusado em Agosto de 2010 pelo DIAP, que o coloca na liderança da ‘Máfia brasileira’ – impunham os serviços de segurança em bares e discotecas – ‘Bala’ não era até agora procurado. Com os mandados assinados por Carlos Alexandre, o seu nome passa a constar nas bases de dados da Europol e Interpol.

Pode ser preso no Brasil, mas aquele país não tem por hábito extraditar cidadãos nacionais para serem julgados no estrangeiro. Na melhor das hipóteses, Sandro será julgado no seu país natal pelos crimes que cometeu em Portugal.

WESLEY JÁ NÃO SE CRUZA COM MÁRIO MACHADO

A 14 de Outubro de 2010, o CM noticiou que Eduardo Wesley Silva, 25 anos, um dos principais arguidos do processo da ‘Máfia brasileira’, agrediu o chefe skinhead Mário Machado num corredor da cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa. Motivado por alegados comentários racistas proferidos pelo militante skin português contra os detidos preventivos brasileiros ao abrigo do processo da ‘Máfia brasileira’, Eduardo Wesley Silva acabou por ser punido internamente com oito dias de reclusão na cela solitária de Monsanto, apurou o CM.

Depois disso, a direcção do estabelecimento prisional tratou, internamente, de evitar quaisquer contactos entre os dois reclusos violentos. Assim, e ao que o CM apurou, os dois não mais se voltaram a cruzar em qualquer ponto da cadeia de Monsanto.

RENATO BARROSO VAI JULGAR NOVO MEGAPROCESSO

O juiz Renato Barroso, magistrado titular da 5ª Vara Criminal de Lisboa, responsável pela recente condenação a penas de cadeia para 13 membros da claque do Benfica No Name Boys, presidirá ao colectivo que vai julgar os 26 arguidos do processo da ‘Máfia brasileira’. O julgamento deverá começar ainda no primeiro semestre de 2011. O megaprocesso que, em Maio de 2010, sentou no banco dos réus 38 elementos da claque benfiquista, foi um dos mais notórios a envolver Renato Barroso. Trata-se do mesmo juiz que, nos tempos da Boa--Hora, também condenara, por exemplo, João Vale e Azevedo.

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