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Fotografias da PJ mostram que projétil é posterior ao homicídio.
O projétil foi encontrado poucos dias antes do Tribunal de Loures proferir a sentença que condenou a viúva do triatleta à pena máxima, pelo homicídio do marido. A PJ investiga se a advogada e o consultor forense tentaram interferir no julgamento e na decisão que ia ser tomada pelos três juízes e quatro jurados, ao lançar confusão na opinião pública.É a brigada de homicídios da PJ que está a investigar as circunstâncias em que a bala foi encontrada na banheira. O facto desta descoberta ter acontecido mais de um ano e meio depois do homicídio do triatleta também levantou suspeitas aos investigadores. É que as fotografias tiradas na altura pelos elementos do Laboratório de Polícia Científica mostram que o projétil é posterior ao crime. Ao contrário de Tânia Reis, que optou pelo silêncio, João de Sousa quis prestar declarações na PJ. Numa diligência curta, terá apenas negado a prática dos factos. “Acho pouco provável que tenha sido um erro dos meus ex-colegas na recolha de material. Mas os magistrados e inspetores também erram”, afirmou ao CM o João de Sousa. Foi o perito quem encontrou o projétil na banheira, em fevereiro, e deu o alerta às autoridades. O consultor foi inspetor da PJ e condenado a cinco anos de prisão por corrupção.A descoberta da bala acabou por ser desvalorizada pelo Tribunal de Loures, uma vez que a PJ apresentou as fotografias das perícias feitas à habitação. Ainda assim, este caso deu origem a um novo inquérito. Segundo apurou o CM, além da advogada e do consultor forense, já foram ouvidos os militares da GNR que se deslocaram à habitação no dia em que foi encontrado o projétil. Defesa pede ao Supremo repetição do julgamentoA defesa de Rosa Grilo quer que o Supremo mande repetir o julgamento e cita o caso de Ana Saltão - que era acusada de matar a avó do marido. Neste caso, a inspetora da PJ acabou por ser absolvida, depois de o Supremo ter mandado repetir o julgamento. Versão de Rosa "não é credível"Rosa Grilo mudou a versão dos factos e apresentou a tese de que o marido tinha sido assassinado por angolanos. Tudo por causa de diamantes. Tanto o Tribunal de Loures como os juízes da Relação consideram que esta versão "não é credível". Erro na avaliaçãoA Relação diz que quanto ao amante, o tribunal "errou na avaliação das provas". Amante em liberdadeNa revisão da medida de coação de António Joaquim, o tribunal manteve tudo igual. Menor com a tiaO filho menor do casal está à guarda da tia paterna Júlia Grilo, por decisão judicial. Presos em 2018Rosa Grilo e António Joaquim foram detidos pela PJ no verão de 2018. PORMENORES Quer ser libertada Rosa Grilo já foi condenada duas vezes - na 1ª instância e na Relação. Se o julgamento for repetido, os prazos da preventiva são esgotados e a arguida tem de ser libertada. Reviravolta António Joaquim aguarda em liberdade pela decisão dos juízes do Supremo. O funcionário judicial está suspenso de funções.
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