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Templo vandalizado com machados

O templo do santuário de S. Bento da Porta Aberta, no sopé da serra do Gerês, foi vandalizado na madrugada de ontem por assaltantes, que destruíram cofres, lampadários, caixas de esmolas e portas maciças. Terão levado cerca de 600 euros e deixaram para trás dois machados, um ferro do monte e ferramentas usadas no assalto.

28 de março de 2008 às 00:30

A violência e o rasto de destruição no interior do templo, a par da sequência de assaltos e actos de vandalismo que têm ocorrido nas imediações, deixaram 'chocados' e 'revoltados' os responsáveis da Irmandade, que denunciam um 'sentimento de medo' nas pessoas que ali trabalham e vivem.'Isto é pura devassa. Temos reforçado e modernizado as medidas de segurança, mas os assaltos e actos de vandalismo não param, com destruição de equipamentos e mobiliário urbano. Já não sabemos que mais fazer', desabafou Abílio Vilaça, mesário da Irmandade de S. Bento, lamentando a falta de militares com que se debatem os postos da GNR de Gerês e Terras de Bouro.

Para entrarem no santuário – o segundo maior do País em termos de visitantes –, os assaltantes destruíram uma porta lateral em madeira, com dez centímetros de espessura. Subiram à imagem do santo e destruíram o cofre, que tinha sido esvaziado na noite anterior, tal como o cofre da sacristia, também destruído.

Os assaltantes só conseguiram dinheiro nos lampadários, que ficaram escavacados. Houve também caixas de esmolas arrancadas das paredes. Pelo interior do templo foram abandonadas várias moedas espalhadas pelo chão, tal como os machados e ferramentas.

O reitor do santuário, padre Adelino Sousa, mostrou-se confiante na identificação dos assaltantes, através das gravações da videovigilância – tal como já aconteceu em situações anteriores. O sacerdote acredita que os suspeitos são da região, depois da tentativa de assalto à igreja da paróquia local – Rio Caldo, Terras de Bouro –, na madrugada anterior.

'É importante que as autoridades tenham meios para poderem controlar melhor a zona', recomendou o reitor, lamentando que tenha denunciado o assalto à GNR do Gerês antes das 08h00, mas só mais de uma hora depois é que pôde ser mobilizada uma patrulha, porque só havia dois militares em serviço.

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