Dois sismos de fraca intensidade foram registados pelo Instituto de Meteorologia (IM) em Portugal Continental entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. Os abalos foram detectados ao largo do Algarve e em Rio Maior, distrito de Santarém, mas não foram sentidos pelas populações, segundo confirmaram ao CM fontes do IM e do Comando de Operações de Socorro.
O primeiro abalo, o quarto desde o início do ano, de magnitude 2.3 na Escala de Richter, foi registado às 21h19 de sábado, dez quilómetros a Sul de Rio Maior. Já o quinto sismo detectado em 2008, com magnitude de 3.6, foi registado quatro horas depois, 80 quilómetros a Sul de Olhão, no Algarve, com epicentro no mar.
Fonte do IM adiantou ao CM, porém, não haver qualquer relação entre as duas ocorrências, classificando a actividade sísmica registada como “perfeitamente normal”. No entanto, comparando com o mesmo período do ano passado, verifica-se que em Janeiro de 2007 não houve qualquer comunicado do IM, enquanto que este ano, a actividade sísmica registada já deu origem a cinco informações públicas.
ABALOS NO ALGARVE
Esta foi a segunda vez em menos de um mês que ocorreu um sismo no Algarve, embora na madrugada de domingo as populações nem sequer tenham sentido a terra tremer, ao contrário do que aconteceu a 11 de Janeiro. Na altura, o abalo de magnitude 4.7 na Escala de Richter, com várias réplicas, foi sentido do Algarve a Lisboa e deu origem a várias chamadas telefónicas.
A região do Algarve, aliás, tem sido uma das mais afectadas por sismos, razão pela qual está a ser elaborado um estudo do risco sísmico e de alerta de tsunamis que ficará concluído este ano. A 12 de Fevereiro de 2007, registou--se na região o maior abalo desde 28 de Fevereiro de 1969, atingindo 5,8 na Escala de Richter.
Quanto a Rio Maior, a situação é mais rara, mas não é inédita: o último sismo registado na zona aconteceu em Agosto de 2007, foi sentido mas também não causou danos pessoais ou materiais.
DOIS SISMOS EM QUATRO HORAS
Portugal registou dois tremores de terra entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. De fraca intensidade, nenhum dos sismos foi sentido pelas populações. O Instituto de Meteorologia divulga que a actividade sísmica está nos parâmetros normais.
TREMORES DE TERRA
O sismo de Olhão ocorreu na falha que separa os continentes da Europa e de África, onde existe uma permanente actividade sísmica. Mais raros são os abalos telúricos na região de Rio Maior.
RIO MAIOR
Epicentro – 10 km a Sul da cidade
Magnitude – 2,3 Escala de Richter
21h19 – Sábado
OLHÃO
Epicentro – 80 km a Sul da cidade
Magnitude – 3,6 Escala de Richter
01h24 – Domingo
OS SISMOS
Uma sismo é o resultado de uma abrupta libertação de energia na crosta da Terra, que cria ondas sísmicas. À superfície os sismos manifestam-se por tremores e algumas vezes movimentos no solo
MOVIEMNTO DAS PLACAS
DIVERGENTE - As placas movem-se devido a esforços de distensão
HORIZONTAL – As placas afastam-se em sentidos contrários
COMPRESSÃO – Uma placa cavalga sobre a outra, sobrepondo-se.
MAGNITUDE NA ESCALA DE RICHTER
Cada número inteiro corresponde a um aumento de dez vezes na força do sismo. Nove corresponde a 1000 vezes mais forte do que seis; oito, 100 vezes mais forte do que seis; sete, dez vezes mais forte do que seis e mais de 8,8 significa a destruição total.
A FORÇA DO SISMO E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS
7,9 a 7,0 – Grande terramoto, danos graves
6,9 a 6,2 – Danos severos em áreas muito populosas
6,1 a 5,5 – Ligeiros danos em edifícios
5,4 a 3,5 – Sente-se, mas só causa pequenos danos
Menos de 3,5 – Regista-se mas não se sente
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