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Tesoureiro saca 27 mil euros de faculdade e culpa namorado

Assumiu esquema levado a cabo na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, mas para pagar as dívidas do então companheiro.

28 de fevereiro de 2019 às 01:30

"Pedi vários empréstimos em meu nome ao querer organizar a minha vida, ao lado do meu companheiro da altura. Fui na cantiga dele e a situação complicou-se".

Foi esta a justificação de José Abreu, de 47 anos, dada na manhã desta quarta-feira ao coletivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, para justificar o desvio de 27 mil euros relativos a propinas, da Faculdade de Economia, da Universidade do Porto (UP), entre fevereiro de 2012 e janeiro 2017.

Está acusado do crime de peculato e confessou todos os factos de que está acusado.

"Além dos empréstimos, comecei a receber chamadas anónimas de várias pessoas a dizer que o meu companheiro lhes devia dinheiro. Ameaçavam-me a garantir que sabiam onde moravam os meus pais e a dizer para pagar o que o meu companheiro lhes devia", contou ao coletivo de juízes.

O arguido era tesoureiro na Faculdade de Economia da UP desde 2008 e tinha como função receber o dinheiro relativo às propinas. Tinha ainda de emitir faturas/recibos e introduzir os dados no sistema informático.

Quando decidiu criar o esquema fraudulento, o arguido ficava com o montante e introduzia dados falsos no computador para que tudo parecesse normalizado.

José Abreu mostrou-se arrependido e o Ministério Público pediu uma condenação em conformidade, tal como o advogado de defesa.

Já o advogado da universidade apelou ao coletivo que, além da condenação, fosse paga uma indemnização superior a 29 mil euros, por danos causados.

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