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Testemunha “convencida” que ‘Rei Ghob’ matou Ivo

Uma testemunha de 'Rei Ghob', o homem que está a ser julgado no Tribunal de Torres Vedras por quatro homicídios, admitiu esta segunda-feira que ficou convencida que o arguido teria matado uma das vítimas, depois de confrontada pela Polícia Judiciária.

23 de janeiro de 2012 às 20:43

Depois do desaparecimento das vítimas e das buscas efectuadas pela Polícia Judiciária em sua casa, "a PJ mostrou-me muita coisa e fiquei convencida que ele [Francisco Leitão] tinha matado o Ivo, apesar de dizer que não conseguia matar uma galinha porque desmaiava", disse Fernanda Jacinto, testemunha de defesa no processo.

"Não estava à espera", sublinhou a testemunha, que agora considera Francisco Leitão "capaz de fazer coisas que antes não achava".

Apesar de em conjunto com o seu marido, João Jacinto ('João da rolote') entrar em brincadeiras de espíritos, de acreditar nas mensagens de telemóvel que recebia de Ivo Delgado (uma das vítimas) e de transmitir o seu conteúdo à família do jovem, Fernanda Jacinto admitiu que o casal agia "por receio", aceitando tudo o que o arguido lhes pedia.

Segundo a testemunha, Ivo "não era homossexual" ao contrário do arguido e seria "obrigado" por este a terem relações sexuais, ao explicar que o jovem "tinha medo do 'Velho', nome pelo qual era conhecido um suposto espírito que encarnava no arguido.

Os ciúmes de Ivo por ver Tânia a sair com Francisco Leitão e deste ao ver o interesse de Ivo por Tânia, de acordo com a testemunha, originavam discussões, agressões e até uma perseguição entre Ivo e o arguido. Segundo a testemunha, numa ocasião Leitão queria "bater-lhe" no quintal da casa com um "pau ou um ferro", mas foi impedido pelo seu marido.

Confrontada pelo juiz Rui Teixeira, Fernanda Jacinto não encontrou uma justificação lógica para o facto de saber que Ivo (após o seu desaparecimento) estaria "bem com Tânia" em Espanha e em simultâneo manter contactos telefónicos por voz apenas com o arguido, havendo ciúmes.

Por outro lado, não explicou qual a necessidade de o localizarem nesse país através de um programa de computador quando o arguido falaria com ele por telemóvel, nem de se deslocarem a Espanha para o pai do Ivo se encontrar com ele.

O julgamento prossegue na terça-feira com a audição de oito testemunhas, entre as quais João Jacinto, alegado cúmplice do arguido no desaparecimento de Ivo, Dina Leitão (irmã do arguido) e três inspectores da PJ.

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