Polícia Judiciária quase que duplicou o número de efetivos no arquipélago.
O tráfico de drogas e a cibercriminalidade são os crimes que ocorrem com maior frequência nos Açores e que mais preocupam a Polícia Judiciária (PJ), instituição que quase duplicou o seu número de efetivos nas ilhas.
"Nunca se apreendeu tanta cocaína em Portugal e na Europa, como se tem apanhado nos últimos anos, e a região dos Açores nunca teve resultados, em termos de apreensões, como se tem visto ultimamente", realçou Renato Furtado, coordenador da PJ nos Açores, durante uma audição, em Ponta delgada, no Grupo de Trabalho criado pelo parlamento açoriano para avaliar as condições de segurança no arquipélago.
Segundo explicou, além da cocaína que chega à região, maioritariamente através de embarcações de recreio que atravessam o Atlântico rumo à Europa, a PJ tem conseguido desmantelar redes que se dedicam ao tráfico de heroína, substância que tem voltado a aparecer nos Açores em maior quantidade.
"Tem sido um ano com muitas apreensões de heroína. Ela tem ressurgido na região de forma bastante significativa, não só em São Miguel, mas também na ilha Terceira", sublinhou Renato Furtado, destacando que a Judiciária "mais do que duplicou" o número de apreensões em comparação com todo o ano de 2025.
O coordenador da PJ nas ilhas falou também na existência de pequenas redes de tráfico de drogas que operam entre Lisboa e os Açores, que têm vindo a ser desmanteladas pela Judiciária, mas admitiu que esse combate tem sido difícil.
"São pequenas estruturas. Não falo de organizações criminosas, mas que têm alguma articulação, com um número mais ou menos significativo de pessoas que operam entre Lisboa e os Açores", referiu Renato Furtado, acrescentando que, "quando se desmantela uma rede e se deixa um vazio, a procura pelos lucros faz com que, rapidamente, surja outra rede que ocupa aquele espaço".
A Polícia Judiciária, que quase duplicou o número de efetivos nos Açores, por via da integração dos ex-funcionários dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), está também preocupada com o crescente número de casos de cibercriminalidade, que surgem na região cada vez com maior frequência.
"São situações que surgem através de interações pelos telemóveis, pelas redes sociais, enganando as pessoas, em compras e numa série de situações, que são conhecidas, visando o património. Aí há um aumento óbvio, associado à cibercriminalidade, e não podemos escamotear isso", destacou o coordenador da PJ, lembrando que o trabalho da Judiciária tem sido o de identificar os autores deste tipo de crimes, mas também o de prevenir situações semelhantes no futuro.
Renato Furtado disse ainda aos deputados que não há, nos Açores, casos preocupantes de "crimes graves e violentos", embora admita que os cidadãos possam ter uma "perceção" de que há maior insegurança, por via da "repetição" que os poucos casos que ocorrem, acabam por ter, por exemplo, nas redes sociais: "dois homicídios consumados, por ano, numa região como esta, não é uma quantidade alarmante, embora um homicídio seja sempre uma perda de uma vida" que tem de ser lamentada "profundamente".
O Grupo de Trabalho criado pela Assembleia Legislativa dos Açores, por iniciativa do deputado único do Partido Popular Monárquico (PPM), João Mendonça, pretende "avaliar a eficácia do atual modelo de segurança interna e propor melhorias efetivas e adequadas à realidade arquipelágica e autonómica".
O parlamento açoriano é composto por 57 deputados em representação de oito forças políticas (PSD, PS, CH, CDS, IL, BE, PAN e PPM).
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.