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Tráfico travado com demolição

Empresa inativa há mais de dez anos era um dos principais mercados de droga da cidade.

25 de março de 2014 às 17:15

Foram meses de preparação até que, ao final da madrugada de ontem, a demolição da antiga Comanor começou. Sem acordo com os proprietários daquela que ficou conhecida como a fábrica de sabão de Lordelo do Ouro, a Câmara do Porto avançou com a posse administrativa do espaço – que se transformou, nos últimos anos, num dos principais mercados de droga e prostituição na cidade.

"Este espaço será vedado, depois aguardaremos por aquilo que os proprietários entenderem fazer, mas não voltaremos a ter aqui esta situação", disse Rui Moreira. Para o autarca, esta demolição serve de "alerta" para a responsabilidade pública dos proprietários privados.

Os moradores do bairro Pinheiro Torres agradeceram ontem a intervenção do município a Rui Moreira. "Se estou satisfeita? Estou satisfeitíssima. Isto era uma pouca-vergonha. Não se podia estar aqui com o cheiro", referiu ao CM Maria Almeida, moradora junto à fábrica. A demolição deverá prolongar-se por uma semana, e haverá um maior cuidado com a remoção dos tectos de amianto.

Dos 15 sem-abrigo que dormiam na antiga fábrica, só três aceitaram ser realojados em habitações sociais. Por dia, cerca de 400 pessoas passavam pela antiga Comanor.

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