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Três estudantes entram na prisão de Leiria para almoçar

Colombianos invadiram recinto da cadeia quando iam para escola.

14 de dezembro de 2018 às 01:30

Três estudantes do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) invadiram, sem autorização, os terrenos da prisão de Leiria (Jovens), aparentemente para fazerem um corta-mato em direção à escola. Foram detetados pelos guardas prisionais quando se encontravam a almoçar. A ocorrência foi confirmada oficialmente ao CM pela PSP de Leiria, que identificou os jovens, e pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais.

Os três estudantes, todos eles de nacionalidade colombiana e com cerca de 30 anos, estavam a deslocar-se para o campus do IPL, situado nas imediações da prisão, à hora de almoço de terça-feira, quando se terão desorientado. "Eles fizeram corta-mato, se calhar sem saber, pelos terrenos agrícolas do Estabelecimento Prisional de Leiria", explicou ao CM fonte do Comando da PSP de Leiria.

O CM sabe que os três jovens se passearam por uma larga área do perímetro da cadeia, até que pararam já perto de uma torre de vigilância. Foi então que resolveram parar para almoçar, momento em que foram detetados pelos guardas prisionais, que rapidamente chamaram a PSP.

A mesma fonte policial acrescentou ao CM que os agentes interrogaram os três estudantes, que asseguraram estar ali apenas por um engano, sem outras intenções. Os mesmos foram identificados pela polícia e conduzidos para fora do estabelecimento prisional.

Os Serviços Prisionais dizem, no entanto, que os três jovens "estiveram sempre longe da área prisional", e que caminharam "apenas dentro dos 93 hectares de terrenos agrícolas da prisão, que não são vigiados pelas torres de vigilância da cadeia" para jovens, em Leria.

Tuberculose em Pinheiro da Cruz

Depois dos casos nas prisões de Setúbal e de Santa Cruz do Bispo, a tuberculose voltou a mais uma cadeia. Desta vez é a de Pinheiro da Cruz, Grândola, onde, segundo o Sindicato Nacional da Guarda Prisional, 6 guardas "estão a ser medicados e a trabalhar".

"O rastreio pode trazer mais casos", disse Jorge Alves, do sindicato. Os Serviços Prisionais confirmam ter feito um rastreio à doença em outubro, sem conhecer casos positivos.

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