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Tribunal manda demolir casa

Entraram pela minha casa, arrombaram-me a porta e começaram a destruir sem me informaram da data nem da hora." Com os olhos cheios de lágrimas, Januário Pires, 53 anos, viu parte da sua casa, em Castelo de Neiva, Viana do Castelo, ser demolida ontem, cumprindo um acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães. <br/>

06 de março de 2013 às 01:00

O dono da casa garante não ter sido notificado do início da demolição. A solicitadora Manuela Rodrigues, questionada pelo CM, não quis prestar declarações.

"Vamos ainda hoje [ontem] fazer entrar uma providência cautelar, no Tribunal de Viana, para tentar embargar esta ação de terrorismo que estão a fazer comigo e com a minha família", disse ao CM, inconformado, Januário Pires.

Uma equipa de trabalhadores, acompanhados por uma solicitadora de execução e dois militares da GNR deram anteontem de manhã cumprimento a um acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, datado de 2006. Em causa está uma parcela de terreno vendida em 1974 pelo pai de Januário a um vizinho e que, segundo o próprio, "tinha metro e meio de largura e altura de uma pessoa". Em 2003, os herdeiros intentaram uma ação em tribunal, que culminou, 10 anos depois, com a demolição de parte da casa.

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