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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

USF não resolvem a falta de médicos de família

Luís Pisco, responsável pela criação das Unidades de Saúde Familiares (USF), afirmou este sábado que as novas unidades apenas atenuam a falta de médicos de clínica geral, alertando para que o problema tende a perpetuar-se porque os clínicos mais jovens optam por outras especialidades mais bem pagas.

05 de abril de 2008 às 15:34

“Não podemos escamotear as evidências, é óbvio que há falta de médicos de família e que temos de resolver isso, porque há um número significativo de pessoas que não têm médico de família, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) e coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde primários, salientando que não se trata de um problema novo.

Segundo o responsável, a reforma dos cuidados de saúde primários resolve, em parte, a falta de médicos de família, mas vão continuar a existir portugueses sem acesso a um clínico devido à relutância dos jovens em optar por esta especialidade “menos valorizada”.

“A especialidade é menos valorizada e é difícil atrair pessoas para a especialidade de medicina familiar porque tradicionalmente é mais dura, tem um trabalho de facto difícil e é mais mal paga do que outras”, explicou Luís Pisco.

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