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Artigo exclusivo

Vídeos de sexo em público são "moda" e preocupam pais

Pais assustados com o facto de os filhos, menores, estarem a receber as imagens através das redes sociais e quererem imitar.

25 de setembro de 2020 às 01:30

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Rapariga levantou a camisa e tocou-se, olhando para a câmara, num comboio
Rapariga levantou a camisa e tocou-se, olhando para a câmara, num comboio
Três jovens fizeram sexo num comboio em andamento na linha da Azambuja
Três jovens fizeram sexo num comboio em andamento na linha da Azambuja
Casal apanhado a manter relações sexuais na via pública
Casal apanhado a manter relações sexuais na via pública Direitos Reservados
Imagem mostra uma mulher a masturbar um homem na rua
Imagem mostra uma mulher a masturbar um homem na rua Direitos Reservados
Duas mulheres foram gravadas, na casa de banho de um estabelecimento público, enquanto praticavam sexo oral
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O acesso facilitado às imagens, à distância de um grupo do WhatsApp - aplicação para telemóveis que permite mandar mensagens, ligar e/ou enviar conteúdo multimédia -, está a preocupar os pais. “Esta semana o número de pedidos de ajuda, por parte de pais, aumentou muito. Estão muito assustados. Não querem que os filhos tenham acesso aos conteúdos”, explica ao CM Cécile Domingues, psicóloga e diretora da Clínica da Mente.

Os pedidos de ajuda por parte de pais chegaram também ao CM. ‘João’, nome fictício, já que solicitou anonimato, tem 38 anos e uma filha de 14. Moram na Grande Lisboa. Na quarta-feira foi surpreendido quando a jovem admitiu ter, no telemóvel, diversos vídeos de sexo. Alguns de meninas que conhecia. “Todos sabem quem é”, disse ao pai. A naturalidade com que a menina contou o caso assustou-o. “Como pai fico preocupado com estas novas tecnologias. As redes sociais fazem com que o relacionamento interpessoal na família e nos diversos grupos em que estamos inseridos esteja mais exposto. Os miúdos adotam estes comportamentos para se inserirem nos diversos grupos”, admite.

Cécile Domingues recomenda, por isso, conversas “abertas” sobre o tema. “Crianças e jovens têm de saber que o sexo é normal, mas é íntimo. A banalização, com a divulgação do ato, é que não. Se receberam vídeos, receberam, mas não partilham”, aconselha a psicóloga, alertando que “controlar será muito pior”.

Esta quinta-feira, pelos grupos do WhatsApp circulavam ainda imagens de duas mulheres a fazer sexo oral na casa de banho de um bar e um vídeo de um ato sexual, em plena luz do dia, em Lisboa.

DISCURSO DIRETO

Joana Amaral Dias, psicóloga clínica e comentadora CM  

"Rampa de lançamento para a fama vazia"

CM – Qual a razão para os jovens se filmarem a ter relações sexuais em sítios públicos e partilharem?

Joana Amaral Dias – Há muitas explicações possíveis, dependendo das pessoas. Mas a explicação pode ir desde o fetiche sexual até à ideia de rampa de lançamento para a fama vazia. Ficar conhecido a qualquer custo. Também acredito que a pandemia influencie.

– Como assim?

– São sobretudo jovens que têm este comportamento. Antes de março era possível estar e sentir as pessoas, mesmo que não houvesse um relacionamento amoroso. Hoje em dia, toda a gente tem medo. Não é recomendado. Os vídeos podem ser encarados como uma perturbação, consequência da pandemia ou até um ato de rebeldia.

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