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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Vítor Bento admite nacionalização do Novo Banco

Economista admite nacionalização face a cenário desfavorável de venda.

22 de fevereiro de 2016 às 08:51

O economista Vítor Bento admite que a nacionalização do Novo Banco poderá ser "uma saída possível" para resolver o problema daquela instituição financeira, considerando que "a venda não será já muito favorável".

Numa entrevista publicada esta sgeunda-feira pelo Diário Económico, o ex-presidente do Novo Banco e conselheiro de Estado do Presidente Cavaco Silva considera que o futuro da instituição depende de "uma opção política".

"Mas, pelo que se tem visto, a venda não será já muito favorável. Até porque estamos num momento de vulnerabilidade da banca", alerta.

Vítor Bento sustenta que "os bancos estão todos com o valor de mercado abaixo do valor contabilístico, o que significa que o mercado não acredita no valor intrínseco dos bancos, seja no valor dos ativos, seja na rentabilidade".

Questionado sobre se a nacionalização poderia ser uma solução, o economista responde que "seria uma saída possível", embora sublinhe que será importante "estudar as várias alternativas".

"Mais do que olhar para o Novo Banco 'per se' , é ver qual a configuração que seria desejável ou conveniente ou menos disruptiva para a economia e para a sociedade portuguesa daqui por uns anos", salienta.

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