Banco apresenta resultados de 2015.
O Novo Banco teve prejuízos de 980,6 milhões de euros no exercício de 2015, divulgou esta quarta-feira a instituição em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
O banco liderado por Stock da Cunha diz que este resultado é "reflexo do elevado nível de provisionamento essencialmente para crédito a clientes, títulos e imóveis", no valor de 1.054,4 milhões de euros, e ainda da "anulação da totalidade dos prejuízos fiscais reportáveis relativos ao ano de 2013", de 160 milhões de euros.
O Novo Banco foi criado no início de agosto de 2014 na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES).
Logo no início da sua atividade, entre 04 de agosto e dezembro de 2014, o Novo Banco teve prejuízos de 467,9 milhões de euros, a que se somam pelo menos mais cerca de 3.600 milhões de euros negativos que o BES tinha tido no primeiro semestre de 2014.
Mais de metade do prejuízo de 2015 é "herdado" do antigo BES
O presidente do Novo Banco, Eduardo Stock da Cunha, revelou esta quarta-feira que quase 600 milhões de euros do prejuízo de 980,6 milhões de euros em 2015 foram "herdados" do antigo BES, mais de metade do valor total.
"Há quase 600 milhões de euros que atribuímos a este legado do BES e que naturalmente gostaríamos de não ter herdado", afirmou o gestor, salientando que "o esforço de provisionamento teve um impacto determinante no resultado líquido".
Stock da Cunha, que falava durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados, explicou que foi feito um reforço dos níveis de provisões para as 50 maiores exposições de risco que já existiam à data da resolução do BES e ainda nos imóveis detidos pelo banco, num montante global de 592,3 milhões de euros.
No total, o reforço de provisões em 2015 atingiu 1.057,9 milhões de euros (739,3 milhões de euros para crédito e 318,6 milhões de euros para títulos e outros ativos).
Paralelamente, a equipa de gestão decidiu anular a totalidade dos prejuízos fiscais reportáveis relativos ao ano de 2013, correspondentes a 160 milhões de euros.
"Tivemos que 'deitar fora' um nível importante de DTA [ativos por impostos diferidos, na sigla inglesa] que expiravam em 2018. Consideramos que é pouco provável recuperar esses DTA" até essa data, justificou Stock da Cunha.
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