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Lindsay Clancy: história de uma dúvida razoável

Defesa argumentou que a enfermeira de 36 anos tinha matado os três filhos porque sofria de uma depressão perinatal. Na hora da decisão não houve unanimidade.

13 de setembro de 2026 às 01:30

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A casa da família
A casa da família Rodrique Ngowi/AP
As primeiras investigações
As primeiras investigações David L. Ryan/AP
Os medicamentos de Lindsay foram exibidos em Tribunal
Os medicamentos de Lindsay foram exibidos em Tribunal Greg Derr/AP
Um dos objetos usado por Lindsay para matar os filhos
Um dos objetos usado por Lindsay para matar os filhos John Tlumacki/AP
O livro de Karen Kleiman, que defende que 90 % das mães têm na sua primeira maternidade pensamentos intrusivos acerca do filho e de si próprias
O livro de Karen Kleiman, que defende que 90 % das mães têm na sua primeira maternidade pensamentos intrusivos acerca do filho e de si próprias Greg Derr/AP
O diagrama da tentativa de suicídio
O diagrama da tentativa de suicídio John Tlumacki/AP
Lindsay internada
Lindsay internada Greg Derr/AP
Kevin Reddington durante o julgamento de Lindsay Clancy
Kevin Reddington durante o julgamento de Lindsay Clancy Greg Derr/AP
Lindsay Clancy
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Fitas elásticas de ginástica usadas para fortalecimento muscular serviram a Lindsay Clancy para estrangular os três filhos. Depois de os matar, a enfermeira-parteira de 36 anos cortou-se nos pulsos e no pescoço e atirou-se pela janela do segundo andar da casa da família em Duxbury, um típico subúrbio de classe média branca, a 56 quilómetros de Boston, capital do estado do Massachusetts (EUA). Sempre reconheceu o que fez. Em tribunal, a sua defesa alegou inimputabilidade devida a uma depressão perinatal, o que contribuiu para que se discutisse uma emergência psiquiátrica e obstétrica grave que afeta uma em cada sete mulheres, geralmente ignorada por pôr em causa o mito da maternidade feliz. A acusação alegou que os homicídios foram intencionais e premeditados. A história de Lindsay – que se fosse considerada imputável poderia incorrer numa pena de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional – mobilizou a sociedade americana, as redes sociais e até Donald Trump.

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