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Grua que caiu na Figueira da Foz atingiu seis casas em três ruas

Grua caiu sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz.

Atualizado a 02 de fevereiro de 2026 às 11:22
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Queda de grua na Figueira da Foz obriga a realojamento de seis pessoas

A grua de grandes dimensões que caiu esta segunda-feira de madrugada na Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, atingiu seis casas em três ruas da zona turística do Bairro Novo, e provocou três desalojados, informou fonte oficial do município.

Segundo a mesma fonte, os três desalojados habitavam duas das casas atingidas: dois irmãos foram para outra habitação e uma idosa foi acolhida em casa da filha.

A grua de 60 toneladas está adstrita a uma obra particular de requalificação de um edifício na rua da Liberdade -- que foi sede do PSD local. O equipamento de construção civil estava colocado nas traseiras daquele prédio (na rua Académico Zagalo, vedada ao trânsito devido aos trabalhos) e caiu sobre uma casa daquela rua e outras cinco das ruas Bernardo Lopes e Raimundo Esteves.

A ocorrência foi registada às 03h05 na Rua Bernardo Lopes. Pelas 10h30 de hoje decorriam trabalhos de remoção da grua acidentada, com recurso a equipamentos pesados, constatou a agência Lusa.

"As autoridades detetaram algumas deficiências nas infraestruturas e estão a ser tomadas medidas", disse a fonte.

Já fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz indicou que "não foram registados feridos, mas os danos serão consideráveis".

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

Publicada originalmente a 02 de fevereiro de 2026 às 07:03

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