194 mil portugueses estão registados nos consulados da Venezuela
Muitas famílias trabalham nos supermercados e padarias.
A Venezuela conta com uma das maiores comunidades portuguesas no estrangeiro. O Ministério dos Negócios Estrangeiros divulga que em 2023 estavam inscritos nos consulados do país da América Latina, 194 356 portugueses.
A comunidade portuguesa, a exemplo da população do país, diminuiu nos últimos anos devido à crise económica e à instabilidade política. Em 2020 estavam inscritos nos consulados 229 405 portugueses.
A saída dos portugueses da Venezuela teve por principal destino Portugal, em particular para o arquipélago da Madeira, de onde é originária a maior parte da comunidade. Há também cerca de 20 mil portugueses residentes em Espanha que nasceram na Venezuela. Esta emigração é composta, sobretudo pela segunda e terceira gerações que têm o espanhol por língua materna e têm, por isso, maior facilidade de obtenção de emprego em Espanha.
Os cerca de 200 mil portugueses residentes na Venezuela são na maior parte das segunda e terceira geração, já que os dados oficiais da Venezuela indicam que vivem no país 49104 pessoas que nasceram em Portugal.
Números não oficiais admitem que a comunidade possa ter 600 mil pessoas, incluindo venezuelanos descendentes de portugueses mas que nunca trataram da documentação para terem a cidadania portuguesa.
A comunidade portuguesa é depois da espanhola - que na maior parte partiu da Galiza - a mais representativa de origem europeia.
Os emigrantes portugueses partiram sobretudo da Madeira a partir dos anos 50 do século passado e vivem na maior parte na área da capital, Caracas.
A Venezuela conheceu em meados do século XX um “boom” económico resultante da exploração do petróleo e do turismo. O dinamismo da economia atraiu, então, muitos estrangeiros, entre eles portugueses.
Os portugueses trabalham sobretudo no comércio, em particular em padarias e supermercados, sendo muitos deles empresários.
Em menor número, há portugueses ligados à atividade piscatória.
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