page view

Alegria, lágrimas e gritos de “liberdade” marcam a reação dos venezuelanos à detenção de Nicolás Maduro

Muitos afirmam que sentem esperança e alívio com a possibilidade de retornar em segurança à Venezuela para ver familiares que ainda lá vivem.

03 de janeiro de 2026 às 21:23

Na madrugada deste sábado, venezuelanos em todo o mundo, desde a Flórida até ao Perú ou Chile, ocuparam as ruas para celebrar o que muitos chamaram de ponto de viragem histórico para o país, após a destituição do presidente Nicolás Maduro, segundo o presidente Donald Trump.  

Algumas das comemorações começaram, por exemplo, no sul da Flórida, nas 'ruas de Doral', um ponto de encontro tradicional da comunidade venezuelana, onde as pessoas se abraçavam cantavam e acenavam com bandeiras enquanto o sol nascia, avança a CBS News.  

Gritos de liberdade ecoaram pela área enquanto a multidão cantava os hinos nacionais dos EUA e da Venezuela, um momento que muitos dizem ter esperado durante décadas.  

Venezuelanos reagem com emoção e alívio 

Manifestantes disseram à CBS News Miami que o momento pareceu muito mais um ato de liberdade do que de guerra. Muitos afirmaram que agora sentem esperança e até mesmo alívio, com a possibilidade de retornar em segurança à Venezuela para ver familiares que ainda lá vivem.  

“Significa que eles esperaram tantos anos por uma oportunidade de liberdade e finalmente chegou”, relatou um entrevistado. “Foram 26 anos à espera de uma Venezuela melhor e agora todos poderão voltar a desfrutar disso junto das suas famílias”. 

A zona de ‘Doral’, local onde aconteceram as maiores celebrações, abriga uma das maiores populações venezuelanas nos Estados Unidos e a emoção demonstrada refletia anos de afastamento sob os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Famílias de diferentes gerações uniram-se em todo o mundo enquanto seguravam cartazes e bandeiras venezuelanas, vivenciando o que descreveram como um momento único nas suas vidas. 

“Isto significa tudo para mim. Desde que nasci, vivemos sob uma ditadura opressora”, confessou Valeria, uma jovem manifestante. “Sinto-me tão sortuda e privilegiada por estar nas ruas, enquanto as pessoas em Caracas estão com medo de morrer”. 

Valeria afirmou ainda que ela e a sua família terão de esperar anos antes de considerar visitar ou voltar a morar na Venezuela: “os danos são quase irreparáveis, teremos de esperar muito tempo”. 

Embora o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha atribuído o mérito da operação a si próprio, muitos venezuelanos disseram que o seu foco não estava na política americana, mas sim no que o futuro reserva para a sua pátria.  

Trump afirma que Maduro foi capturado e levado para fora da Venezuela.  

Neste sábado, Donald Trump afirmou numa publicação no Truth Social que Maduro e a sua esposa foram “capturados e levados para fora do país”, enquanto confirmou os ataques militares dos EUA na Venezuela.  

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e o seu líder”, escreveu Trump, acrescentando que agências de segurança americanas estiveram envolvidas, embora não tenha especificado quais ou como a operação se desenrolou.

Maduro foi indiciado num tribunal dos EUA em 2020 por acusações relacionadas a um alegado narcoterrorismo. 

Muitos venezuelanos que comemoravam em 'Doral' disseram que embora tivessem medo de protestar abertamente em Caracas, sentiam-se seguros para expressar as suas emoções nos EUA.  

Conforme a manhã avançava, as autoridades e líderes comunitários começaram a chegar aos locais, enquanto multidões permaneciam a tirar fotos e a abraçar entes queridos.  

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8