Professores avançam com nova providência cautelar
Protestaram contra mobilidade interna que coloca docentes a quilómetros de casa.
Descontentes com a lista de mobilidade interna que coloca milhares de professores dos quadros a quilómetros de distância de casa, os docentes preparam-se para avançar com uma nova providência cautelar, desta vez, contra a lista de reserva de recrutamento, conhecida a semana passada.
"Do ponto de vista judicial, estamos a agir. Depois da providência cautelar contra a lista de mobilidade interna, vamos avançar com outra contra a lista de reserva de recrutamento. No entanto, queremos uma solução política", disse Paulo Fazenda, depois de um encontro, este domingo, com o primeiro-ministro, António Costa, no Centro de Congressos de Matosinhos, durante uma ação de campanha para as autárquicas.
Mais de cem professores protestaram contra o que consideram "injusto" e "ilegal", num concurso em que foram subtraídos os horários incompletos. António Costa deixou uma mensagem de esperança.
"Do encontro saiu sinal de esperança, de que ainda será possível reverter a situação. O primeiro-ministro percebeu o problema e comprometeu-se a reunir com o ministro da Educação para encontrar uma solução viável antes do arranque do ano letivo", revelou Paulo Fazenda.
Ministério já contestou primeira ação na Justiça
O Ministério da Educação garantiu ao CM que já entregou a resolução fundamentada para contestar a providência cautelar interposta na semana passada por uma professora. A ação no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa visava a suspensão da lista de mobilidade interna.
Docentes alertam para danos pessoais
Os docentes não se conformam com a decisão do Ministério da Educação. Alertam que vai provocar "danos pessoais". "Ao sermos deslocados para longe, ficamos sem estabilidade e equilíbrio para exercer a nossa profissão", disse ao CM a professora Manuela Almeida.
Pormenores
Ano letivo pode ser adiado
O início do ano letivo poderá ter de ser adiado dois ou três dias até que seja resolvido o problema. Os docentes consideram que o adiamento não será prejudicial para os alunos.
Problemas psicológicos
Os docentes avisam que a situação afeta psicologicamente e que, a manter-se, ficará em causa a qualidade do ensino.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt