Correio da Manhã

Investigadores detetam 32 fármacos nas águas do Tejo
Foto Mariline Alves
Investigadores detetam 32 fármacos nas águas do Tejo
Foto Pedro Catarino
Investigadores detetam 32 fármacos nas águas do Tejo
Foto Direitos Reservados
Investigadores detetam 32 fármacos nas águas do Tejo
17:09
  • Partilhe
Foram também identificados antidepressivos, reguladores lipídicos e antiepiléticos.

Um grupo de cientistas identificou a presença de 32 fármacos nas águas do estuário do Tejo, no âmbito de uma investigação que ainda decorre, anunciou esta quarta-feira a Universidade de Lisboa.

O próximo passo da equipa passa por determinar a presença de resíduos farmacêuticos em plantas, crustáceos, bivalves e peixes, a par da avaliação do potencial de acumulação ao longo das cadeias alimentares, de acordo com a mesma fonte.

Entre as substâncias encontradas estão resíduos de antibióticos, de anti-hipertensivos e anti-inflamatórios, que foram encontrados em mais de 90% das amostras de água recolhidas "em toda a extensão do estuário".

Foram também identificados antidepressivos, reguladores lipídicos e antiepiléticos.

"A presença destes compostos resulta do uso e consequente libertação contínua destes produtos nas águas residuais", lê-se num comunicado emitido pela instituição.

PUBLICIDADE
As maiores concentrações de fármacos, usados na medicina humana e veterinária, foram observadas em áreas próximas da saída dos efluentes de tratamento de águas residuais na margem norte da Área Metropolitana de Lisboa e na zona sul do estuário, próximo de Almada e da desembocadura do Tejo.

O trabalho envolve 32 investigadores e as conclusões serão publicadas na edição impressa de outubro da "Marine Pollution Bulletin".

A investigação é coordenada por Vanessa Fonseca, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE -- Universidade de Lisboa), e decorre até 2019, no âmbito do projeto Biopharma.

O projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e termina em 2019.

Os resultados já disponíveis estão publicados 'online' na "Science Direct".

PUBLICIDADE
"Recentes diretivas europeias realçam a importância de avaliar a contaminação por fármacos no ambiente, dado o seu potencial para afetar as comunidades biológicas", sublinha no documento a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O principal objetivo do Biopharma, iniciado em 2016, é avaliar os efeitos da exposição a fármacos em organismos estuarinos.

Siga o CM no Facebook.

  • Partilhe
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE