Obra submersa avança no Sado
Associação SOS Sado denuncia trabalhos que afetam roazes.
Nos últimos dias a comunidade de roazes corvineiros do Sado tem sido forçada a conviver com uma obra preliminar no porto de Setúbal que, segundo a associação SOS Sado, está a causar um barulho "ensurdecedor" àquela espécie.
O ruído intenso, a que os mamíferos estão sujeitos devido aos trabalhos de destruição da parte submersa da Pedra Furada, junto ao porto, foi denunciado pela SOS Sado, que tem estado na linha da frente na luta contra as obras de ampliação do porto de Setúbal, que incluem a dragagem de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio. "Gravámos o som da obra debaixo de água com um hidrofone afinado para as frequências dos golfinhos, com a ajuda de conhecedores da espécie, e chegámos à conclusão que é um barulho ensurdecedor e contínuo", explica David Nascimento, porta-voz da associação.
Segundo a SOS Sado esta obra não estava prevista, "nem no estudo de impacte ambiental, nem tem medidas de mitigação para o impacto previsto para os golfinhos ou monitorização dos efeitos", acusa o grupo.
A obra, que em 15 dias pretende destruir parte da Pedra Furada para permitir a dragagem no rio, acontece na mesma semana em que o movimento cívico SOS anuncia a entrega de nova providência cautelar para travar o início da obra de ampliação do porto de Setúbal, após mais um chumbo do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada.
O CM contactou a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra que até ao fecho desta edição não se pronunciou.
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