RTP "provavelmente" vai ter uma situação "de quase equilíbrio" ou "positiva" em 2022
Em junho o presidente do Conselho de Administração da RTP tinha afirmado que provavelmente a empresa iria "ter prejuízos" em 2022.
O presidente do Conselho de Administração da RTP afirmou esta quarta-feira que "provavelmente" a empresa vai ter uma situação de "quase equilíbrio" ou até "positiva" em 2022, melhor que a expetativa de prejuízos que tinha sido avançada em junho.
Nicolau Santos falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.
Em 07 de junho de 2022, na mesma comissão, o presidente do Conselho de Administração da rádio e televisão pública tinha afirmado que provavelmente a empresa iria "ter prejuízos" em 2022, tendo em conta que os encargos vinham a crescer.
"A menos má notícia que pode vir a ser uma boa notícia é que conseguimos que a RTP provavelmente no final do ano passado vai ter uma situação de quase equilíbrio e, eventualmente, pode mesmo ficar em situação positiva, embora ainda não tenhamos as contas fechadas", anunciou esta quarta-feira o gestor.
"E porquê? Em primeiro lugar porque houve custos que nós pensávamos que iam aumentar muitíssimo, a energia nomeadamente", mas esses custos, "tendo aumentado não aumentaram tanto" como o esperado, apontou Nicolau Santos.
Em segundo lugar, acrescentou, devido às "medidas internas que foram adotadas e foram várias".
Sobre a negociação da venda dos direitos do Mundial do Qatar, anteriormente as expetativas em relação a isso eram incertas.
Mas "o que é certo é que conseguimos mais relativamente aos outros operadores a quem vendemos os jogos do que aqueles que tínhamos orçamento", prosseguiu.
Além disso, "renegociámos inúmeros contratos que tínhamos, de fornecimento, de entidades que negoceiam com a RTP, passámos a fazer um lançamento regular de concursos públicos a tudo que sejam compras que tínhamos de fazer, houve uma revisão de custos externos em baixa, houve um pedido de esforço de todas as direções em torno de 5% do seu orçamento", enumerou o presidente do Conselho de Administração.
"Houve também" o desenvolvimento interno de uma campanha de poupança de energia, a sensibilizar várias pessoas para esta questão, como também "o adiamento da emissão de alguns programas" e outros eventualmente que acabaram por não ser feitos, elencou.
Todas estas medidas conduziram a que do lado dos custos "houvesse uma redução também substancial", salientou.
Perante isto, apesar de ainda aguardar o fecho das contas de 2022, Nicolau Santos manifestou-se mais otimista que em junho passado.
"Estamos hoje em dia bastante mais otimistas do que estávamos em junho quando viemos a esta assembleia", sublinhou.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt