Bombeiros aprovaram taxa que cobra pela retenção de macas nos hospitais

Valor varia entre os 50 e os 150 euros.

08 de janeiro de 2024 às 18:58
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As corporações dos bombeiros aprovaram esta segunda-feira a decisão de cobrar aos hospitais pela imobilização das macas das ambulâncias, a partir de quarta-feira, 10 de janeiro.

A decisão foi aprovada na reunião do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), no quartel dos Bombeiros Voluntários de Gouveia.

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A cobrança da taxa varia entre os 50 e os 150 euros.

António Nunes assegurou que se na reunião de terça-feira com a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde não for apresentada "uma solução credível", os bombeiros vão começar a cobrar a partir de quarta-feira "até que essa solução apareça".

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"Os bombeiros estão a ter despesas adicionais que não estão contempladas em nenhum protocolo, nós temos de garantir que há um ressarcimento das despesas. Os bombeiros não querem ganhar dinheiro com as urgências, os bombeiros não querem ser prejudicados com as urgências", argumentou.

O dirigente admitiu que a decisão não vai resolver o problema, mas defende que não podem ser os bombeiros "a subsidiar o mau funcionamento dos hospitais perante uma situação que se está a agravar".

Antunes Nunes salientou que ao final de uma hora "não há razão nenhuma para não ser devolvida a maca e a ambulância esteja parada no estacionamento à espera da maca".

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Esta segunda-feira, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, considerou incompreensível não haver um sistema para evitar a retenção de macas dos bombeiros nos hospitais.

"O que eu acho que é mesmo incompreensível é que nós não sejamos capazes, em todos os hospitais, de organizar um sistema que evite que os bombeiros tenham de ficar à espera para que as suas macas sejam disponibilizadas. É isso que eu espero verdadeiramente seja resolvido", disse aos jornalistas, em Cantanhede, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Segundo o governante, não se trata de uma situação generalizada no país, mas sim de uma situação que ocorre em "meia dúzia de hospitais", o que significa que "em todos os outros [hospitais] já foram encontradas soluções".

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