Manifestantes pedem a demissão do ministro da Educação

S.T.O.P defendeu que o ministério da Educação tem de arranjar uma solução para os alunos, prejudicados pelos adiamentos da classificação dos exames.

Atualizado a 16 de julho de 2026 às 13:03
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Cerca de 50 pessoas estão esta quinta-feira a manifestar-se à frente do Centro de Congressos de Lisboa para pedir a demissão do ministro da Educação, num protesto marcado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.).

"Fernando és culpado, por isso estás chumbado", ouve-se junto do pavilhão onde decorre o Encontro Ciência Inovação e onde o ministro da Educação, Fernando Alexandre, chegou pelas 10:30.

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À Lusa, um dos dirigentes nacionais do S.T.O.P., Daniel Martins, defendeu que o ministério da Educação tem de arranjar uma solução para os alunos, prejudicados pelos adiamentos da classificação dos exames, e que Fernando Alexandre "não tem condições para continuar" no cargo.

"É só confusão, pede a demissão", continua a ouvir-se à porta do maior evento anual do setor em Portugal, também o primeiro a ser organizado pela Agência para a Investigação e Inovação (AI²), que resultou da fusão entre a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e a ANI (Agência Nacional de Inovação).

"Isto a que estamos a assistir é mais um sintoma, desta vez muito mais visível [os exames nacionais], com implicações muito mais sérias e imediatas por parte desse desinvestimento que a Educação está a fazer", referiu Daniel Martins.

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O dirigente sindical do S.T.O.P. acrescentou ainda que "os professores fizeram todo o esforço para corrigir as provas" e que "não há mais ninguém responsável do que ele [Fernando Alexandre]".

Dentro do Centro de Congressos de Lisboa, o ministro Fernando Alexandre disse que faltam professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas e apelou à disponibilidade dos docentes, quando falta avaliar 0,7% das respostas na véspera do prazo para a afixação das pautas.

O prazo para concluir a classificação dos exames nacionais do ensino secundário terminou na quarta-feira, depois de adiado por duas vezes devido aos problemas com o modelo de classificação digital, mas ainda há provas sem avaliação.

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Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, estão classificados 99,3 dos itens, mas as principais dificuldades mantêm-se nas disciplinas de Português e Matemática.

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