Açores criam bolsa de 2.500 horas mensais para apoio ao Cuidador Informal

Governo regional açoriano tinha criado o Regime Jurídico de Apoio ao Cuidador Informal na região no no final do ano passado.

04 de setembro de 2020 às 16:24
Presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro Foto: Lusa
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O Governo dos Açores anunciou esta sexta-feira que "está em curso um processo de contratação de cerca de 2.500 horas mensais, designadas como 'Horas de Apoio ao Cuidador', um serviço para apoiar a pessoa cuidada.

O governo regional açoriano já no no final do ano passado tinha criado o Regime Jurídico de Apoio ao Cuidador Informal na região.

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A sua criação visou "proporcionar as condições necessárias para que os cuidadores tenham apoio nesta missão, capacitando-os para a prestação de cuidados, designadamente no acesso à informação e formação, ao apoio psicológico, ao apoio na adaptação das habitações e ao apoio financeiro", justificou na altura o executivo açoriano.

Esta sexta-feira, na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro de Paralisia Cerebral da Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel, a secretária regional da Solidariedade Social referiu que os Gabinetes Locais de Apoio, criados no âmbito do Regime Jurídico de Apoio ao Cuidador Informal na região, "estão em funcionamento a partir desta semana".

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"Nesse âmbito, posso anunciar que está em curso um processo de contratação, por parte do Instituto de Segurança Social dos Açores, de cerca de 2.500 horas mensais, designadas de 'Horas de Apoio ao Cuidador', nesta primeira fase de entrada em funcionamento dos Gabinetes Locais", adiantou Andreia Cardoso, citada numa nota.

"Consoante a divulgação e o conhecimento deste serviço na comunidade, assim como os níveis de adesão que viermos a registar e a sua evolução, este número de horas poderá ser reforçado no início de 2021", 

Esta chamada bolsa de horas "está disponível em todos os concelhos da região, sendo assegurada por instituições sociais locais que trabalham com idosos e com pessoas com deficiência, tendo, por esta via, já uma relação de proximidade com alguns cuidadores", tal como explicou a governante.

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Na prática, este serviço visa permitir ao cuidador informal "ter condições para melhor acautelar outros aspetos da sua vida, quer em termos pessoais, como profissionais e sociais", como, por exemplo, "dispor de tempo para ir a uma consulta médica, para ir à escola dos filhos ou até mesmo para momentos de lazer, com a segurança e tranquilidade de saber que a pessoa cuidada está devidamente apoiada", salientou, frisando como objetivo das designadas 'Horas de Apoio ao Cuidador', tornar a vida do cuidador informal "um pouco mais fácil".

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