Agrupamento em Leiria já recebeu os alunos mais novos, mas previsões preocupam
Maioria dos alunos continua sem aulas.
No Agrupamento de Escolas Henrique Sommer, em Leiria, alguns dos alunos mais novos já puderam regressar esta quarta-feira à escola, mas a maioria continua sem aulas devido ao mau tempo e o futuro é incerto devido às previsões meteorológicas.
"Reabrimos só o pré-escolar e algumas turmas do 1.º ciclo que tinham as condições mínimas de segurança", contou à Lusa o subdiretor do agrupamento, Jorge Bajouco.
À semelhança de outros agrupamentos do concelho, a passagem da depressão Kristin deixou estragos no Henrique Sommer, em Maceira (concelho de Leiria), e apesar dos trabalhos iniciados logo na quarta-feira, ainda não foi possível receber todos os alunos.
Num universo de cerca de 1.350 estudantes, cerca de 450 puderam recomeçar as aulas esta quarta-feira, com a reabertura do pré-escolar e de algumas turmas do 1.º ciclo, mas houve famílias que optaram por adiar o regresso.
Ainda assim, o ambiente relatado por Jorge Bajouco é de tranquilidade e o agrupamento garantiu o fornecimento de refeições para o almoço e de estruturas de apoio às atividades de tempos livres.
"A serenidade necessária conseguimos, mas essa avaliação também será feita ao longo do dia de hoje", referiu o subdiretor, acrescentando que o agrupamento vai disponibilizar apoio psicológico para as situações necessárias.
Quanto aos restantes estabelecimentos de ensino do agrupamento, Jorge Bajouco não consegue antecipar a reabertura, mas sublinhou o apoio da autarquia.
"Estamos a fazer as intervenções necessárias e a criar condições de segurança para ver se, entretanto, conseguimos reabrir, em função do que vamos analisando diariamente", explicou, referindo que o agrupamento vai receber contentores onde poderão ser instaladas salas de aula.
Esta quarta-feira, receberam três contentores e deverão chegar mais nos próximos dias, que depois terão de ser adaptados para receber as turmas, e o diretor admitiu priorizar o regresso dos alunos do ensino secundário, que no final do ano realizam exames nacionais.
Apesar dos trabalhos em curso, o responsável manifestou-se, no entanto, preocupado com as previsões meteorológicas para as próximas horas.
Esta quarta-feira e quinta-feira todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo do IPMA devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, ligada à passagem da depressão Leonardo.
O instituto informou na terça-feira que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.
"Estamos muito preocupados com os sinais que estamos a ter desta depressão Leonardo, que pode fazer estragos e piorar situações já debilitadas. Não sei se amanhã [quinta-feira] as escolas não estarão com outros problemas", disse Jorge Bajouco.
De acordo com informação disponibilizada no 'site' da Câmara Municipal de Leiria, estava prevista para esta quarta-feira a reabertura, mas, segundo o diretor do Henrique Sommer, as dificuldades daquele agrupamento são partilhadas por outros, sem condições para retomar as atividades em todos os estabelecimentos.
Na Marinha Grande, outra das zonas particularmente afetadas pela passagem da depressão Kristin, o Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente ainda não conseguiu garantir as condições de segurança para reabrir esta quarta-feira e fará um ponto de situação para avaliar a possibilidade de receber os alunos na quinta-feira.
Entre a recuperação de telhados, limpeza dos espaços verdes e restabelecimento do fornecimento continuo de água e energia elétrica, não se poupam esforços, com o apoio de equipas da autarquia, para voltar a receber os alunos, com quem os professores têm tentado manter o contacto possível ao longo dos últimos dias.
Questionado se pondera reforçar o apoio psicológico para os estudantes, o subdiretor do agrupamento, Cesário Silva, disse estar a trabalhar nesse sentido, mas sublinhou que, para já, a prioridade é "regressar à normalidade possível".
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