Aluno com daltonismo faz queixa ao Ministério da Educação alegando ter sido prejudicado num exame nacional
David Bandeira garante que havia um erro na legenda de um mapa com cores que constava num exercício do exame.
Um aluno daltónico foi prejudicado no Exame Nacional de Geografia A por não conseguir distinguir as cores.
O aluno do 12° ano, do curso de Línguas e Humanidades, de Palmela, decidiu avançar com uma queixa formal ao Ministério da Educação. Em causa está o facto de não conseguir distinguir as cores por ter daltonismo. David Bandeira garante que havia um erro na legenda de um mapa com cores que constava num exercício do exame. "Deparei-me com três gráficos onde eu não conseguia distinguir as cores e ainda havia dois códigos de cor iguais para cores completamente diferentes", explica ao Correio da Manhã.
Durante a prova expôs a situação ao professor que vigiava o exame, que prontamente tentou contactar órgãos superiores. Por não haver uma indicação clara por parte do Ministério da Educação sobre como proceder nestes casos, David optou por avançar na realização da prova e deixar a questão por resolver até que houvesse alguma explicação por parte do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE). Mas a explicação não chegou e o tempo para a realização do exame esgotou-se. "Contactei o professor vigilante que falou com o Secretariado. O secretariado aí seguiu todos os protocolos possíveis: falou com o Agrupamento de Escolas ao qual o Agrupamento disse que tínhamos de aguardar até ao final da prova. O exame era duas horas e meia e eu fiquei três horas à espera de uma resposta”.
O exercício em causa era compreendido por cinco perguntas. Pelo que David foi prejudicado em 4 valores e meio, comprometendo a média final de acesso ao Ensino Superior.
Ao CM, o Ministério da Educação garante que o exame cumpriu todas as regras de adaptabilidade.
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