Alunos tiveram piores notas na época extraordinária dos exames nacionais

Resultados dos mais de 21 mil exames de alunos do 11.º e 12.º anos, divulgados esta quarta-feira, revelam um total de nove disciplinas com média negativa.

16 de setembro de 2026 às 16:56
Exames nacionais Foto: Duarte Roriz
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As notas dos alunos que realizaram exames nacionais do secundário na época extraordinária baixaram em relação à 1.ª fase, com quase metade das disciplinas a descerem de uma média positiva para negativa, segundo dados oficiais.

As classificações das mais de 21 mil provas realizadas na primeira semana de setembro pelos alunos do 11.º e 12.º anos foram esta quarta-feira afixados nas escolas e os números divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) mostram que as notas desceram.

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Se na 1.ª fase apenas a prova de Literatura Portuguesa teve uma média negativa, agora há nove disciplinas com média negativa.

Literatura passou de uma média de 9,6 valores na prova realizada no início do verão para uma média de 7,3 valores agora, devido ao desempenho dos 37 alunos que foram à época especial criada pelo Governo para garantir que ninguém era prejudicado pelos problemas registados durante a digitalização das provas e afixação dos resultados.

Comparando com a 1.ª fase dos exames nacionais, as médias subiram em apenas três disciplinas: Desenho A (de 13,9 para 15 valores); Historia B que subiu para 12,1 valores (mais 0,8 valores) e Alemão, que subiu de 13,1 para 18,4 valores graças ao único aluno que se inscreveu e realizou a prova na época especial.

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Português, a única disciplina obrigatória para todos os alunos do 12.º ano, desceu de uma média acima dos 11 valores para 9,3 valores, segundo as notas esta quarta-feira afixadas, que mostram que também as disciplinas de Biologia e Geologia, Economia A, Geometria Descritiva, Filosofia e as três disciplinas de Matemática passaram de média positiva para negativa.

O MECI sublinha que a classificação digital desta época especial correu tal como previsto, mas tal "não invalida a melhoria de que este processo será alvo no próximo ano letivo".

Em comunicado, a tutela entende que as melhorias registadas na 2.ª fase e na época extraordinária demonstram "a capacidade de ultrapassar rapidamente os constrangimentos verificados na 1.ª fase", em que as notas foram afixadas mais tarde e milhares de alunos tiveram de esperar vários dias para conhecer as suas notas.

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Na época extraordinária registou-se "um número muito residual de situações de erro reportadas pelos professores classificadores", que foram "rapidamente corrigidas", acrescenta o ministério.

As mais de 21 mil provas correspondem a mais de 160 mil itens, que foram classificadas por professores que irão receber um euro por cada item classificado digitalmente e 10 euros por cada prova corrigida em formato de papel, recorda a tutela, lembrado que desde 2010 que os professores não eram pagos por este trabalho.

Tal como aconteceu nas outras épocas, também agora os alunos terão acesso de forma gratuita às provas em formato PDF.

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No caso de o mesmo exame ter sido realizado na 2.ª fase e em setembro, conta a melhor classificação obtida para concorrer à 2.º fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, cujo período de candidatura termina a 20 de setembro.

O Governo recorda ainda que pediu ao Conselho Nacional de Educação (CNE) um relatório, que deverá ser entregue até ao final do ano, com uma apreciação ao modelo de avaliação externa das aprendizagens, que analise os constrangimentos e permita formular recomendações estruturais para o seu aperfeiçoamento e para a preparação dos futuros ciclos de avaliação externa.

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