Ambulâncias retidas comprometem socorro no Algarve

Meios de socorro aguardam várias horas pela devolução das macas. Ministra da Saúde diz que não há falta de macas.

23 de julho de 2026 às 01:30
Ambulâncias retidas no hospital de Faro Foto: Direitos Reservados
Ambulâncias retidas no hospital de Faro Foto: Direitos Reservados

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O alerta é da Federação de Bombeiros do Algarve, que está cada vez mais preocupada com a retenção de ambulâncias nas urgências da região: "Tivemos recentemente um doente na via pública duas horas e meia à espera de meio para o socorrer." 

Segundo a federação, há meios de socorro a esperar várias horas pela devolução das macas por parte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, o que compromete a resposta da Emergência Pré-Hospitalar na região. Com o pico do verão o problema agudiza-se. Ao CM, Steven Piedade, presidente da federação, referiu que o alerta "ao Governo e à ministra da Saúde [Ana Paula Martins]" surgiu por acreditarem "que, com a introdução de mais macas, se possa minimizar o problema". No entanto, esta quarta-feira, a ministra da Saúde disse não haver "falta de macas. O que há é, por vezes, um tempo que transcende os 30, 40, 50 minutos para a triagem.

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Contactada pelo CM, a ULS do Algarve reiterou que "se trata de um fenómeno complexo devido a vários fatores, tais como o sub-dimensionamento do hospital de Faro e da presença não necessária em ambiente hospitalar de cerca de 90 pessoas que não precisam de internamento". 

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