Ambulâncias retidas comprometem socorro no Algarve
Meios de socorro aguardam várias horas pela devolução das macas. Ministra da Saúde diz que não há falta de macas.
O alerta é da Federação de Bombeiros do Algarve, que está cada vez mais preocupada com a retenção de ambulâncias nas urgências da região: "Tivemos recentemente um doente na via pública duas horas e meia à espera de meio para o socorrer."
Segundo a federação, há meios de socorro a esperar várias horas pela devolução das macas por parte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, o que compromete a resposta da Emergência Pré-Hospitalar na região. Com o pico do verão o problema agudiza-se. Ao CM, Steven Piedade, presidente da federação, referiu que o alerta "ao Governo e à ministra da Saúde [Ana Paula Martins]" surgiu por acreditarem "que, com a introdução de mais macas, se possa minimizar o problema". No entanto, esta quarta-feira, a ministra da Saúde disse não haver "falta de macas. O que há é, por vezes, um tempo que transcende os 30, 40, 50 minutos para a triagem.
Contactada pelo CM, a ULS do Algarve reiterou que "se trata de um fenómeno complexo devido a vários fatores, tais como o sub-dimensionamento do hospital de Faro e da presença não necessária em ambiente hospitalar de cerca de 90 pessoas que não precisam de internamento".
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