Costa admite renovar Estado de Emergência: "Vamos ter três meses muito duros pela frente"

Conselho de Ministros tomou medidas económicas para minimizar o impacto do momento nas populações afetadas.

20 de março de 2020 às 21:48
António Costa Foto: Reuters
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António Costa, o primeiro-ministro, afirmou esta sexta-feira que este "é um momento de emergência sanitária. Está em causa um pandemia, está em causa tratar e salvar a vida dos portugueses. Mas é também urgência económica, onde é preciso salvar empregos e os rendimentos e impedir que as empresas encerrem. Vai ser um trimestre muito duro", assumiu Costa, reforçando esperando que, em junho, se possa analisar o futuro. 

"Há uma prioridade clara: travar a incerteza e devolver a confiança", reforçou. "Seria irrealista apresentar um programa de lançamento de economia", lembrou, recordando a aprovação das linhas de crédito para empresas que mantenham os empregos.  

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"É essencial que possamos garantir o emprego e evitar a destruição das empresas. Aprovámos um conjunto de linhas de crédito que serão acessíveis às empresas, criámos condições para os trabalhadores das empresas. Asseguramos aos trabalhadores, não só emprego, como também a quem tem que ficar em casa com os filhos uma nova prestação que assegure o rendimento".

"Os rendimentos das famílias não podem ser mais fragilizados", disse Costa. 

"Condicionamos a concessão das linhas de crédito à manutenção dos postos de trabalho", explica o PM.

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"A crise que estamos a viver com base num vírus tem um impacto extraordinário, não podemos deixar que esse impacto se torne irreversível", afirma.

"Daqui a três meses podemos olhar para o futuro e perspetivar o relançamento da nossa economia", disse.

"Este Estado de Emergência foi decretado por 15 dias e não se sabe se terá de ser renovado. Vamos ter três meses muito duros pela frente. Esta não é uma luta só contra o vírus, é uma luta pela nossa sobrevivência", disse António Costa.

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"Temos que atacar o problema na origem, ou seja manter o emprego", explicou.

António Costa reconhece que os restaurantes estão "seguramente num dos setores mais afetados" e que, por isso, estes estabelecimentos vão poder vender em takeaway de forma a minimizar perdas.

"Manifestamente a quebra no volume de negócios será muito significativa", explica Costa, que revela que os trabalhadores do setor são elegíveis para receberem a prestação da Segurança Social para assegurar rendimentos.

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António Costa sublinha que é preciso "trabalhar com realismo" e o que as autoridades de saúde apontam é que "esta primeira onda se prolongará até ao final de maio", com "perturbações na vida coletiva e com impactos na economia". 

O primeiro-ministro admite que se as atividades letivas permancerem encerradas, será necessário adaptar as medidas, frisando que será necessário ir revendo as medidas ao longo dos tempos.

"Muita gente teve a ilusão de que se parássemos o país durante 15 dias o vírus desaparecia. Não, é uma batalha de longa duração", assegurou o PM.

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