Apelo em Fátima pelos direitos dos migrantes
Arcebispo emérito de Urgel diz que “acolher migrantes não é opção política”.
O “empenho ativo na defesa dos direitos humanos dos migrantes” foi o desafio deixado aos milhares de peregrinos que na noite passada acompanharam a procissão das velas da peregrinação de agosto ao santuário de Fátima. No altar do recinto, o arcebispo emérito de Urgel, Espanha, D. Joan-Enric Vives e Sicília, disse que “acolher migrantes não é uma opção política, é uma exigência evangélica”. Esta peregrinação é dedicada aos migrantes, estão inscritos fiéis de mais de 20 países, mas os que se destacam no recinto de oração são os portugueses que vivem fora do País e por esta altura gozam uns dias de férias na terra natal.
“Tenho uma promessa para pagar e vim com muita devoção”, disse esta terça-feira ao CM Eugénia Vicente, emigrante no Luxemburgo. Já Sara Marques, emigrante em França, destaca o “prazer” que sente por “estar aqui com Deus, em paz e sossego”. A peregrinação termina hoje e na missa final cumpre-se a tradição da oferta de trigo pelos peregrinos. O ano passado foram oferecidos 5605 quilos de trigo e 352 quilos de farinha, tendo sido consumidas 22 mil hóstias grandes e médias e 780 mil partículas nas 2555 missas do programa oficial.
Durante a tarde, os peregrinos são convidados a assistir a um documentário sobre os 70 anos do Museu do Santuário.
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