Assistência Médica Internacional acompanhou mais de 11 mil pessoas em Portugal e pedidos aumentaram 16% em 2021
Cerca de metade dessas pessoas pertenciam à Área Metropolitana de Lisboa e 3.764 eram da Área Metropolitana do Porto.
A organização Assistência Médica Internacional (AMI) acompanhou no ano passado mais de 11 mil pessoas em Portugal, tendo registado um aumento de 16% no número de pedidos de ajuda, segundo o balanço esta quinta-feira divulgado.
Em 2021, o número de pedidos de ajuda que a AMI recebeu voltou a aumentar, em 16%, com um total de 11.413 pessoas acompanhadas pela organização em Portugal.
Cerca de metade dessas pessoas estava concentrada na Área Metropolitana de Lisboa, onde a organização acompanhou 6.025 pessoas (mais 11% em relação ao ano anterior) e 3.764 eram da Área Metropolitana do Porto, que registou aumento de 19% dos pedidos de ajuda.
Em comunicado, a AMI destaca também o trabalho das equipas do Funchal, na ilha da Madeira, que acompanharam 550 pessoas (mais 21%) e de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, que ajudaram durante o ano passado 845 pessoas (mais 29%).
A esmagadora maioria dos pedidos de ajuda são de cidadãos portugueses e o perfil mais frequente continua a ser pessoas apenas com o 1.º ciclo concluído, mas em 2021 registou-se um aumento significativo de pessoas com habilitações ao nível do ensino superior.
No total, a AMI acompanhou 229 pessoas com licenciatura e oito pessoas com mestrado, mais 40% em relação ao ano anterior.
Por outro lado, a AMI ajudou a retirar da rua 63 pessoas, mas em contrapartida começaram a ser acompanhadas pela primeira vez 112 pessoas em situação de sem-abrigo, maioritariamente homens (45 no Abrigo de Lisboa e 20 no Abrigo do Porto).
Durante a pandemia da covid-19, a Câmara Municipal de Lisboa criou um centro de alojamento de emergência para mulheres -- a Casa do Lago --, que apoiou 47 mulheres no ano passado.
As equipas de rua da AMI acompanharam 214 pessoas em situação de sem-abrigo no mesmo período, das quais 132 em Vila Nova de Gaia e Porto, e 82 em Lisboa.
Entre as mais de 11 mil pessoas apoiadas pela AMI, houve menos pessoas a procurar o apoio da AMI por necessidades relacionadas com o alojamento (724 no total), mas aumentou a percentagem de pessoas que referiram situações de endividamento por rendas em atraso ou crédito à habitação que não conseguem cumprir.
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