Autarquia da Moita desativa Plano de Emergência Municipal

Câmara Municipal refere que as condições do tempo vão manter-se inconstantes pelo que deve ser mantida a vigilância.

09 de fevereiro de 2026 às 15:31
Câmara Municipal da Moita Foto: Pedro Catarino/
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A Câmara Municipal da Moita, no distrito de Setúbal, desativou esta segunda-feira o seu Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, ativado na quinta-feira devido às condições atmosféricas adversas.

Na quinta-feira, na sequência da ativação do Plano de Emergência, no âmbito do alerta vermelho lançado pela Proteção Civil para o risco de inundações na zona da Bacia do Tejo, foram encerrados, por prevenção, as escolas e os equipamentos municipais.

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Foram dadas também indicações para o encerramento e evacuação do comércio local e associações junto às zonas ribeirinhas e encerrados os serviços públicos considerados não essenciais.

Esta segunda-feira, numa informação divulgada na rede social Facebook, a autarquia da Moita, anunciou a desativação do plano, acrescentando, contudo, que apesar disso as condições do tempo vão manter-se inconstantes pelo que deve ser mantida a vigilância.

"Nos próximos dias, para a região de Setúbal, são esperados períodos de chuva persistente, ainda que sem picos de intensidade, mas a permeabilidade dos solos e a continuidade de aumento dos caudais dos rios, são algumas das preocupações", refere a autarquia.

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Neste sentido, a Câmara Municipal da Moita apela à população que mantenha uma atitude vigilante, evitando deslocações necessárias, sobretudo nas zonas ribeirinhas, que não atravesse zonas inundadas e que siga as informações oficiais.

No sábado, algumas estradas do concelho estiveram interrompidas devido a inundações.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

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A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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