Autoeuropa, Comissão Sindical e SIT reúnem-se a 7 setembro
Administração da Autoeuropa deverá divulgar ainda esta quarta-feira um comunicado sobre a greve realizada.
A administração da Autoeuropa acedeu esta quarta-feira a reunir com os sindicatos no próximo dia 7 de setembro, às 17h00, anunciaram hoje os sindicatos, adiantando que a "greve realizada esta quarta-feira paralisou totalmente a fábrica nos três turnos de trabalho".
"Esperamos que a administração retire a atual proposta de novos horários e que seja possível negociar uma solução que corresponda aos anseios dos trabalhadores", disse à agência Lusa Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.
"Acreditamos que a disponibilidade da empresa para o diálogo vai levar a um entendimento entre as partes", acrescentou o sindicalista.
A Administração da empresa garantiu que adesão à greve foi de 41%.
A Autoeuropa refere ainda que, "apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa contínua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego".
"Este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana", acrescenta o comunicado.
Questionado pela agência Lusa, Eduardo Florindo disse que os sindicatos não estão preocupados com a possibilidade de a administração da empresa só equacionar a hipótese de um eventual acordo com a futura Comissão de Trabalhadores [que deverá ser eleita dia 3 de outubro], considerando que se trata de uma questão "irrelevante" e que "o mais importante é haver acordo, seja com os sindicatos ou com a futura Comissão de Trabalhadores".
O sindicalista garantiu que os trabalhadores da Autoeuropa nunca contestaram a necessidade de laboração contínua na fábrica de Palmela a partir do próximo mês de novembro, mas apenas a obrigatoriedade de trabalharem ao sábado.
A disponibilidade dos trabalhadores para a laboração contínua na fábrica de automóveis de Palmela já estava, aliás, expressa no Acordo de Empresa para 2015/2016, subscrito pela Comissão de Trabalhadores.
"Para responder aos desafios e necessidades futuras de produção da fábrica, há que considerar a laboração contínua. Neste sentido, a empresa irá criar um modelo de horário(s) de trabalho, a implementar logo que seja necessário e respeitando o enquadramento legal", refere o ponto 12 do documento assinado a 25 de novembro de 2015.
Quanto à possibilidade de se chegar rapidamente a um novo acordo sobre os horários de trabalho, Eduardo Florindo lembrou que a atual Comissão de Trabalhadores, demissionária, já tinha apresentado uma proposta alternativa a estes horários e admitiu a possibilidade de a administração da Autoeuropa vir a apresentar outras propostas mais vantajosos para os mais de 3.000 trabalhadores da fábrica de Palmela.
A administração da Autoeuropa deverá divulgar ainda esta quarta-feira um comunicado sobre a greve realizada esta quarta-feira, a primeira por razões laborais na fábrica de Palmela.
A greve na Autoeuropa teve início às 23h30 de terça-feira e termina às 00h00 de quinta-feira.
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