Avenida da Liberdade vai ter zona interdita ao trânsito. 350 lugares de estacionamento vão desaparecer

Circulação automóvel na zona da Baixa-Chiado passará a ser exclusiva para residentes, portadores de dístico e veículos autorizados.

31 de janeiro de 2020 às 22:50
Avenida da Liberdade vai ter zona interdita ao trânsito Foto: Direitos Reservados
Avenida da Liberdade vai ter zona interdita ao trânsito Foto: Direitos Reservados
Avenida da Liberdade vai ter zona interdita ao trânsito Foto: Direitos Reservados

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A circulação automóvel vai ser proibida na faixa central da Avenida da Liberdade entre os Restauradores e a Rua das Pretas, dando lugar a um passeio público, anunciou o presidente da Câmara de Lisboa esta sexta-feira.

Esta medida foi avançada por Fernando Medina (PS), numa sessão de apresentação da nova Zona de Emissões Reduzidas (ZER) Avenidas/Baixa-Chiado.

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O trânsito automóvel na zona da Baixa-Chiado, em Lisboa, passará a ser exclusivo para residentes, portadores de dístico e veículos autorizados, entre as 06h30 e as 00h00, a partir do verão, uma decisão da autarquia que implicará requalificações em várias ruas e avenidas da cidade.

De acordo com o chefe do executivo municipal, o modelo original de circulação ascendente/descendente nas laterais da Avenida da Liberdade será reposto, deixando de haver "obstáculos a meio".

"A Avenida da Liberdade vai deixar de ser uma via de atravessamento até ao rio", adiantou Fernando Medina, acrescentando que haverá uma redução de uma via ascendente no corredor central entre os Restauradores e a Rua Barata Salgueiro.

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As alterações na Avenida da Liberdade incluem a introdução de ciclovias segregadas a ligar o eixo central da avenida à zona ribeirinha e um aumento dos lugares de estacionamento destinados a cargas e descargas e tomada e largada de passageiro nas laterais.

Serão ainda eliminados mais de 350 lugares de estacionamento de rotação à superfície, cerca de 60% do que existe atualmente, e os passeios e pavimentos nas vias laterais vão ser alargados e recuperados.

A Avenida Almirante Reis também será alvo de requalificação, com a supressão de uma via de trânsito e a introdução de uma ciclovia bidirecional no acesso à Baixa, entre a Praça do Chile e o Martim Moniz, que ligará o Areeiro à zona ribeirinha através da Rua dos Fanqueiros e da Rua do Ouro.

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Segundo a autarquia, a requalificação geral desta avenida será desenvolvida através de um programa específico a desenvolver com diversos agentes, "nomeadamente do comércio local".

Também as praças do Martim Moniz e da Figueira serão requalificadas depois de um "amplo processo de participação pública".

Já a Rua Nova do Almada, a Rua Garrett, a Rua da Prata e o Largo do Chiado passarão a ser interditas a automóveis.

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As duas primeiras serão totalmente pedonais e as outras duas apenas terão transportes públicos.

Na Rua dos Fanqueiro e na Rua do Ouro vão ser criadas ciclovias e no Largo do Chiado deixarão de circular veículos automóveis.

O Largo do Calhariz e a Rua da Misericórdia serão alvo de intervenções ao nível do alargamento dos passeios.

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Relativamente à envolvente do Príncipe Real e de São Bento, a câmara prevê o "impedimento do atravessamento da colina, com criação de zonas reservadas ao peão e transporte coletivo na Rua da Misericórdia e Largo Camões".

Na Rua de São Bento, o sentido Parlamento - Largo do Rato estará aberto ao trânsito, sendo que a via contrária será exclusiva para transportes públicos.

Durante a apresentação, não foram adiantadas datas para o início destas intervenções.

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