Baratas paramédicas salvam vidas. Insetos cyborgs podem dar injeções a vítimas
Cientistas australianos criam socorrista a partir das baratas-rinoceronte, que são dos maiores insetos conhecidos.
Pesam 40 gramas e os seus 9 cm cabem na palma da mão. Podem carregar até duas vezes o seu peso. Cientistas de biorrobótica da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram baratas gigantes cyborgs que levam medicamentos, e podem até aplicar injeções, a vítimas inacessíveis, como as soterradas nos escombros de uma casa. Estas salva-vidas chamam-se Paraborg: junção das palavras paramédico com cyborg.
São guiadas até à vítima por estímulos nas patas injetados à distância. Ou seja, têm às costas uma pequena mochila eletrónica, ligada a elétrodos nas antenas e na parte de trás do corpo. Com um comando, os operadores conseguem guiá-la para a esquerda ou para a direita, fazê-la avançar ou pará-la. Ou seja, a barata continua a ser um animal vivo, mas o percurso é decidido por quem a controla. Atuam sempre pelo menos aos pares: uma leva o equipamento médico, outra uma câmara para existir sempre um humano no controlo das decisões médicas. Estas salvadoras de seis patas, de quem normalmente fugimos, podem revolucionar a busca e salvamento. Às ‘costas’, a barata pode levar desde comprimidos e pastilhas, até uma seringa. E este é o grande avanço: além de encontrarem as vítimas, estas Paraborg podem providenciar cuidados médicos imediatos - ainda mais relevantes quando a pessoa está inacessível em espaços onde o socorrista não alcança e assim poderá ficar várias horas ou dias. Os testes realizados, com injeções a serem aplicadas na barriga de porcos -devido à semelhança com a pela dos humanos -, com 95% de sucesso.
Os Paraborg foram feitos a partir de baratas-rinoceronte, nativas da Austrália e um dos maiores insetos conhecidos. Ganharam 2 cm e 10 gramas relativamente às ‘normais’ para poderem carregar a eletrónica, câmaras e seringas necessárias à missão.
Este projeto foi recentemente publicado numa revista científica australiana.
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