Bebé com bactéria já teve alta de Vila Franca de Xira

Criança esteve internada seis dias no hospital. “Podia ter sido fatal mas acabou bem”, diz o pai Isaac Rocha.

27 de maio de 2026 às 19:14
Hospital de Vila Franca de Xira Foto: Sérgio Lemos
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O bebé de 10 meses que contraiu a bactéria Campylobacter já teve alta do Hospital de Vila Franca de Xira, após seis dias de internamento. “Quero agradecer à comunicação social, em especial ao CM e CMTV. Podia ter sido fatal mas acabou bem. A médica do internamento foi excelente, tentaram vários tipos de medicação até resultar”, disse ao CM o pai, Isaac Rocha, morador no Carregado, Alenquer. Recorde-se que a criança esteve 11 dias com fezes sanguinolentas e febres de 39 graus sem ser internada após várias idas às urgências, até que o estado de saúde se agravou. Um outro bebé de dois meses, residente em Vila Franca de Xira, infetado com a bactéria, já tinha tido alta a semana passada.

A Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo desmentiu sempre a existência de um surto, garantindo que só estava a tratar estes dois casos e que a Autoridade de Saúde Pública tinha realizado inquéritos epidemiológicos, os quais não detetaram qualquer relação entre os mesmos.

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A campilobacteriose é uma zoonose (doença humana com origem em animais) de elevada incidência (44,5 casos por 100 mil habitantes na União Europeia em 2021) e adquire-se através do consumo de carne de aves, sobretudo frango, crua ou mal cozinhada, leite não pasteurizado e água. Provoca normalmente inflamação do estômago (gastroenterite), levando a diarreia (frequentemente com sangue) e vómitos, bem como dores abdominais, febre, dores de cabeça ou náuseas.

Habitualmente, os sintomas duram 1 a 10 dias, mas em casos graves, podem surgir sintomas associados retardados, distúrbios neurológicos ou outras complicações. Em casos raros, as infeções podem causar uma forma de paralisia (síndrome de Guillain-Barré). A hospitalização é necessária em 5-10% dos casos. Entre 0,03% e 0,05% das infeções são mortais - a bactéria provocou 787 mortes na União Europeia entre 2007 e 2024, sobretudo entre bebés, idosos ou doentes imunodeprimidos

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