Belmonte acionou Plano Municipal de Emergência e situação de alerta

Paralelamente, foi declarada situação de alerta de âmbito municipal, com efeitos até às 23h59 de dia 8.

06 de fevereiro de 2026 às 17:54
Zonas afetadas pelo mau tempo Foto: Força Aérea Portuguesa
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A Câmara Municipal de Belmonte ativou esta tarde o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, "devido às previsões meteorológicas adversas e aos riscos expectáveis para o concelho".

Paralelamente, foi declarada situação de alerta de âmbito municipal, com efeitos até às 23H59 de dia 8, "podendo ser prolongada, alterada ou revogada em função da evolução da situação".

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As previsões deixam este concelho em alerta para possíveis situações de "inundações em meio urbano, com vias intransitáveis; quedas de árvores e estruturas provisórias; derrocadas de edifícios devolutos ou muros de suporte; deslizamento de terras; transbordo de linhas de água; ou abertura de buracos e decência de pavimentos nas vias rodoviárias".

No âmbito destas medidas, a autarquia avança que estão disponíveis "todos os recursos das unidades orgânicas do município para apoio ao Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), nas vertentes de prevenção, mitigação, resposta e recuperação".

Do mesmo modo, "estão disponíveis todos os colaboradores do SMPC e restantes serviços municipais, conforme as necessidades".

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Além da sensibilização da população, os serviços da câmara presidida pelo independente António Luís Beites, o único concelho do distrito de Castelo Branco que não foi abrangido pelo estado de calamidade, está a reforçar a "monitorização e desobstrução preventiva de linhas de água com acumulação de detritos, bem como dos sistemas de escoamento e drenagem".

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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