Belmonte acionou Plano Municipal de Emergência e situação de alerta
Paralelamente, foi declarada situação de alerta de âmbito municipal, com efeitos até às 23h59 de dia 8.
A Câmara Municipal de Belmonte ativou esta tarde o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, "devido às previsões meteorológicas adversas e aos riscos expectáveis para o concelho".
Paralelamente, foi declarada situação de alerta de âmbito municipal, com efeitos até às 23H59 de dia 8, "podendo ser prolongada, alterada ou revogada em função da evolução da situação".
As previsões deixam este concelho em alerta para possíveis situações de "inundações em meio urbano, com vias intransitáveis; quedas de árvores e estruturas provisórias; derrocadas de edifícios devolutos ou muros de suporte; deslizamento de terras; transbordo de linhas de água; ou abertura de buracos e decência de pavimentos nas vias rodoviárias".
No âmbito destas medidas, a autarquia avança que estão disponíveis "todos os recursos das unidades orgânicas do município para apoio ao Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), nas vertentes de prevenção, mitigação, resposta e recuperação".
Do mesmo modo, "estão disponíveis todos os colaboradores do SMPC e restantes serviços municipais, conforme as necessidades".
Além da sensibilização da população, os serviços da câmara presidida pelo independente António Luís Beites, o único concelho do distrito de Castelo Branco que não foi abrangido pelo estado de calamidade, está a reforçar a "monitorização e desobstrução preventiva de linhas de água com acumulação de detritos, bem como dos sistemas de escoamento e drenagem".
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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