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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Cartaxo ativa Plano Municipal de Emergência

Passagem da depressão Kristin provocou uma interrupção generalizada do fornecimento de energia elétrica.

30 de janeiro de 2026 às 20:27

A Câmara Municipal do Cartaxo ativou esta sexta-feira o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, após uma interrupção generalizada do fornecimento de energia elétrica provocada pelos efeitos da depressão Kristin, anunciou o município.

Em comunicado, a autarquia refere que a decisão foi tomada pelo presidente da Câmara, João Heitor, na sequência de uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil, realizada durante a manhã.

A ativação do plano entrou em vigor às 13h00 e tem como objetivo "assegurar uma resposta coordenada, célere e eficaz", através da mobilização de meios destinados à proteção de pessoas e bens, à mitigação de riscos e à reposição da normalidade, segundo a mesma nota.

Como medida operacional imediata, o Estádio Municipal do Cartaxo foi convertido em espaço de apoio à população afetada, disponibilizando infraestruturas para higiene pessoal, pontos de carregamento de telemóveis e outros equipamentos, bem como apoio a outras necessidades essenciais avaliadas no local.

O recinto estará aberto esta sexta-feira até às 22h00 e, nos próximos dias, entre as 08h00 e as 22h00, com acesso gratuito enquanto o plano se mantiver ativo.

Na quinta-feira, o município publicou uma nota a informar que 27% do concelho se encontrava ainda sem energia elétrica, "o que corresponde a 3.976 instalações".

Devido à falta de energia em algumas instalações da Cartagua (distribuidora de água no Cartaxo), o concelho registou constrangimentos no fornecimento de água, nomeadamente nas freguesias de Cartaxo/Vale da Pinta, Ereira/Lapa e Pontével.

A Câmara Municipal do Cartaxo indica ainda que continuará a acompanhar a evolução da situação e a divulgar informação atualizada pelos meios considerados adequados.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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