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Ativado Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Torres Vedras

Plano Municipal de Emergência foi ativado pelas 9h35, após o levantamento preliminar das consequências da passagem das depressões Joseph e Kristin pelo concelho

28 de janeiro de 2026 às 16:06

A Câmara de Torres Vedras ativou esta terça-feira o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido ao número de ocorrências e de estragos provocados pelo mau tempo, disse o vereador da Proteção Civil.

O Plano Municipal de Emergência de Torres Vedras foi ativado pelas 9h35, após o levantamento preliminar das consequências da passagem das depressões Joseph e Kristin pelo concelho, no distrito de Lisboa.

O plano foi ativado tendo em conta o agravamento do nível de inundação dos rios e linhas de água, a ocorrência de ventos fortes, o elevado número de ocorrências registadas pelo mau tempo, a "disrupção" dos serviços básicos, a existência de "danos significativos" em infraestruturas e a necessidade de mobilizar meios e recorrer a recursos externos ao município.

"A ocorrência de eventos anormais colocaria em perigo a população e infraestruturas públicas e privadas, portanto havia que acionar o plano municipal para que pudéssemos recorrer a recursos externos imediatamente", sublinhou o vereador da Proteção Civil na Câmara de Torres Vedras, Diogo Guia.

Segundo o autarca, "neste momento, o maior risco é desobstruir, de facto, as estradas que ainda estão agora obstruídas por essas quedas e um dos três pressupostos seria se as infraestruturas críticas deixassem de funcionar, o que foi o caso", acrescentou.

A passagem da tempestade Kristin por Torres Vedras provocou quedas de árvores, de postes de energia elétrica e de telecomunicações e danos em infraestruturas e estabelecimentos, como num stand de automóveis, que ficou com vidros partidos e cobertura afetada, danificando alguns veículos.

Os estragos estão a causar interrupção no fornecimento de eletricidade e água e problemas nas telecomunicações.

As escolas estão encerradas no concelho por decisão da Proteção Civil.

Devido à precipitação constante e transbordo dos rios nos últimos dias, algumas estradas continuam encerradas ou condicionadas ao trânsito.

A passagem da depressão Kristin por território português deixou um rastro de destruição e, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) provocou quatro mortes, uma no concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, e três no concelho de Leiria.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, foram as principais consequências do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

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