Benavente pede ao Governo isenção temporária de portagens na A13 e A10

Pedido surge devido às cheias que encerraram várias estradas e estão a provocar graves constrangimentos na mobilidade.

09 de fevereiro de 2026 às 12:26
Benavente pede ao Governo isenção temporária de portagens na A13 e A10 Foto: Rui Minderico
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O município de Benavente pediu ao Governo a isenção temporária de portagens na A13 e na A10, devido às cheias que encerraram várias estradas e estão a provocar graves constrangimentos na mobilidade, disse esta segunda-feira à Lusa a presidente da Câmara.

Em declarações à agência Lusa, Sónia Ferreira explicou que o pedido tem caráter urgente, uma vez que "muitos automobilistas, incluindo alunos e trabalhadores", são obrigados a recorrer às autoestradas para assegurar deslocações essenciais, face ao encerramento de vias municipais e nacionais.

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A autarca adiantou que a várzea entre Benavente e Samora Correia está totalmente submersa e deverá manter-se encerrada durante vários dias, uma vez que "a água não tem para onde escoar".

Sónia Ferreira acrescentou que, no domingo, "a única saída possível do concelho era por Santo Estêvão e pela autoestrada", situação que, entretanto, ficou parcialmente resolvida com a reabertura de algumas ligações internas.

As escolas do concelho abriram esta segunda-feira, mas o transporte dos alunos está a ser feito por percursos alternativos.

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"Muitos autocarros escolares e pais têm de recorrer à autoestrada ou dar voltas longas pelo interior do concelho", explicou a autarca.

Segundo a responsável, o município articulou desde sábado com o operador de transportes e com os agrupamentos escolares de Benavente e Salvaterra de Magos a reorganização das rotas, antecipando "que a cheia demoraria vários dias a baixar".

Embora alguns acessos internos tenham sido reabertos, a presidente da câmara de Benavente referiu que o concelho funciona na "normalidade possível", dependendo da evolução do caudal das bacias dos rios Almansor, Sorraia e Tejo, que originaram estas cheias.

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Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a autarquia indicou que, entre os principais constrangimentos, registam-se os cortes da Estrada Nacional 118 nos troços entre Benavente - Salvaterra de Magos, Benavente - Samora Correia e Samora Correia - Alcochete, bem como o encerramento da Estrada do Campo, na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, e da Estrada Municipal 515 entre Benavente e Barrosa, além de vários caminhos secundários.

Para a autarquia, a "Estrada Nacional 119 não é uma alternativa viável, porque implica desvios com dezenas de quilómetros adicionais e não garante uma solução rápida para a mobilidade no concelho", lê-se no comunicado.

Na nota, a presidente da câmara apela "à rápida decisão do Governo", sublinhando que esta medida é essencial para "mitigar os impactos sociais e económicos resultantes do isolamento quase total do concelho".

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Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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