Bispo apela em Fátima à conversão e à humildade
D. Manuel Pelino diz que a pandemia pôs a nu fragilidade e falsa segurança.
É sem enchente mas com o habitual movimento dos domingos que hoje termina mais uma peregrinação internacional aniversária a Fátima, este ano organizada em conjunto com o Grupo de Interpretes de Língua Gestual Portuguesa do Santuário, uma vez que integra a 6ª peregrinação da comunidade surda.
A peregrinação começou ontem à noite, com o terço e a procissão das velas. As celebrações são presididas pelo bispo emérito de Santarém, D. Manuel Pelino, que destacou os “muitos momentos de escuridão, sofrimento, desânimo e medo” dos fiéis durante a “peregrinação da vida”. Referindo-se à pandemia da Covid-19, D. Manuel Pelino disse que “veio pôr a nu a nossa fragilidade e as falsas seguranças em que assentamos as nossas vidas”.
“Precisamos de mudar, de nos converter da indiferença à solidariedade, da autossuficiência à humildade e ao serviço fraterno”, defendeu o bispo.
Os peregrinos surdos contam com uma missa com interpretação em língua gestual, que será celebrada às 15h00, na Basílica da Santíssima Trindade.
Além do grupo de peregrinos surdos, inscreveram-se dez grupos organizados. Cinco são constituídos por peregrinos portugueses e os outros são oriundos de Espanha e França.
A peregrinação de setembro celebra a quinta aparição, registada em 1917, em que pela primeira vez a multidão na Cova da Iria ultrapassou as 20 mil pessoas, segundo relatos da época. Além de reforçar o pedido de oração do terço, Nossa Senhora de Fátima anunciou aos três pastorinhos que “em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo e S. José com o menino Jesus para abençoarem o Mundo”, conta Lúcia num dos seus livros de memórias.
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