Bispo do Porto defende fim do trabalho ao domingo
D. Manuel Linda considera que supermercados e centros comerciais deveriam encerrar.
A abertura de supermercados e centros comerciais aos domingos são a "expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico" e um exemplo do "novo esclavagismo" laboral.
É o que considera o bispo do Porto, D. Manuel Linda, que este domingo, na homilia da missa de Páscoa, na Sé da Invicta, defendeu o fim do trabalho ao domingo, em defesa da vida familiar. O responsável católico alertou ainda para os "graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares" provocada pela "morte do domingo".
Para o bispo do Porto, o "esclavagismo da laboração contínua, legalmente imposta pelos novos senhores do Mundo que dominam a economia e, por esta, os governos", é sinal de uma "civilização fria, sem alma, individualista", que perdeu as marcas da herança cristã e da "cultura ocidental humanista".
Já na sexta-feira, na homilia da Paixão do Senhor, D. Manuel Linda tinha sido muito crítico relativamente à dor provocada propositadamente.
"Anti-humano, animalesco, diabólico é um certo sadismo que se está a apoderar da sociedade contemporânea, que sente prazer em gerar vítimas, em espezinhar o outro na sua dignidade e direito à boa fama, seja por intermédio das maiores baixezas e das críticas mais soezes, seja pelas ‘fake news intencionais’".
"Páscoa é vir ao encontro da minha gente"
Sempre bem-humorado, D. Anacleto percorreu vários quilómetros, conversou com as famílias e não disse que não às iguarias minhotas.
Papa contra a frieza e indiferença
O papa apelou este domingo, na Missa de Domingo de Páscoa, para que os fiéis sejam "construtores de pontes, não de muros". Num apelo contra a frieza e a indiferença de quem ignora os conflitos e injustiças, Francisco evocou a crise na Venezuela e a sua população "privada das condições mínimas para uma vida digna e segura".
Superação da morte dá esperança em período pascal
Para o cardeal-patriarca de Lisboa, a mensagem da Páscoa é a da superação da morte. "Quando mesmo na nossa Europa se sucedem profanações de igrejas, centenas em França no ano passado, e quando estas tristíssimas realidades nos poderiam desanimar e tolher, os cristãos continuam a entrever, por entre os sinais da morte, a presença de Cristo, que a venceu", afirmou este domingo D. Manuel Clemente, durante a homilia pascal, na Sé de Lisboa.
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