Cabo Verde nega surto de shigelose

Governo caboverdiano garante ter um sistema de vigilância sanitária alinhado com padrões internacionais.

19 de março de 2026 às 13:41
Autoridades de saúde europeias afirmam que turistas com infeções gastrointestinais passaram férias na ilha do Sal Foto: Getty Images
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O Governo de Cabo Verde nega que exista qualquer surto de shigelose no arquipélago. Após a notícia revelada em primeira mão pelo CM, de que o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) emitira uma série de recomendações para quem viaja para Cabo Verde, devido aos mais de 700 casos de shigelose confirmados em turistas, desde setembro de 2022, o Instituto do Turismo de Cabo Verde, em comunicado enviado ao CM, garante que "as autoridades de saúde não identificaram qualquer surto oficial no país e não receberam notificações formais de organismos internacionais que identifiquem Cabo Verde como origem de um foco epidemiológico".

Na quarta-feira, o ECDC informou que nos últimos anos foram registados 766 casos de shigelose em turistas de vários países que passaram férias na zona de Santa Maria, na ilha do Sal (entre os quais 12 portugueses) e cerca de 300 casos de turistas com outras infeções gastrointestinais, como salmonelose, giardíase ou amebíase, entre outras.

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O ECDC recomendou aos viajantes que adotem medidas sanitárias, como a lavagem das mãos, ingerir apenas bebidas engarrafadas, não comer alimentos não lavados ou crus, entre outras recomendações. O governo de Cabo Verde considera que estas são medidas "adequadas para qualquer destino turístico internacional" e que o país "dispõe de um sistema de vigilância sanitária ativo e alinhado com padrões internacionais", continuando a ser um "destino seguro e confiável".

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