Câmara de Tomar cancela festejos de Carnaval devido ao mau tempo

Presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, justificou a decisão com a situação vivida por muitos munícipes.

07 de fevereiro de 2026 às 11:23
Carnaval de Tomar Foto: Rui Miguel Pedrosa
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A Câmara de Tomar, no distrito de Santarém, cancelou todas as iniciativas do Carnaval 2026, previstas entre 13 e 17 de fevereiro, devido aos efeitos das recentes intempéries que atingiram o concelho e o país.

Em comunicado, o município explica que a decisão foi tomada em articulação com a Tomar Iniciativas, entidade organizadora do evento, tendo em conta o contexto atual de resposta às ocorrências, os prejuízos registados e o respeito pelas pessoas e famílias afetadas.

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Segundo a autarquia, a prioridade está centrada na segurança, no apoio à população e na recuperação do concelho, não estando reunidas as condições para a realização das festividades associadas ao Carnaval.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, justificou a decisão com a situação vivida por muitos munícipes.

"Em parceria com a Tomar Iniciativas, a associação promotora do Carnaval em Tomar, consideramos que não é adequado neste momento estar em celebração", uma vez que ainda há quem esteja "a passar mal com falta de condições, quer de energia elétrica, quer também atarefadas com a recuperação das suas habitações", afirmou.

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A autarquia agradeceu ainda a compreensão da população e sublinhou que o Carnaval regressará no próximo ano.

Ainda no concelho de Tomar, o Carnaval da Linhaceira 2026, organizado pela Associação Cultural e Recreativa da aldeia de Linhaceira (ACRL), mantém-se programado para os dias 14, 15, 16 e 17 de fevereiro, apesar do cancelamento dos eventos oficiais na cidade.

No entanto, o evento sofreu um revés significativo devido à depressão Kristin, que destruiu a tenda onde se preparavam os carros alegóricos e derrubou o boneco publicitário da localidade, sendo que alguns dos eventos programados e a atividade de rua poderão sofrer ajustes ou ser cancelados consoante as condições meteorológicas e a capacidade de recuperação das infraestruturas.

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Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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